sábado, 4 de março de 2017

O Colombário de Pomponius Hylas

Colombário de Pomponyus Hylas

Subterraneos de Roma - O Colombário de Pomponius Hylas

Lá vem subterrâneos de Roma!

Os subterrâneos de Roma nos presenteiam com um pequeno com uma sepultura que pertenceu a  Pomponius Hylas, um ambiente de apenas 4x3m e ~6m de altura perto dos Muros Aurelianos e da Via Appia, coisa que não nos surpreende, pois esta zona era uma zona cheia de tumbas e sepulturas, dado que as leis antigas não permitiam enterrar os mortos dentro dos limites da cidade.

O espaço subterraneo

O “colombarium” é um tipo de sepoltura pequena para corpos cremados, assim chamado pela semelhança da sua forma com os ninhos dos pombos (“colombe”), que os fazem encaixados em pedras de muros: abriam-se pequenas cavidades em forma de arco que eram decoradas com colunas, figuras em gesso policromático, ou afrescos.

Monumento funerário subterraneo com decoração em gesso policromático

O Colombarium de Pomponius Hylas é assim chamado pois um dos nomes que melhor se lêem neste lugar é esse mesmo; mas quem foi o fundador desta sepultura foi Granius Nestor e Vinileia Hedone, segundo o Prof. Coarelli, outros nomes que se lêem bem em um segundo momento, já no interior do colombário.

Teto afrescado com mito de Dionisio

O fascínio deste lugar está na decoração, que foi realizada há dois mil anos atrás e chegou em excelente estado de conservação até nós!

Decoração em gesso policromático com mito de Quiron

Arquitetura e decoração do Colombário de Pomponyus Hylas

Cavado na rocha vulcânica, foram realizados estruturas que assemelham "pequenos templos", com  lugar para a deposição dos vasos com as cinzas dos defuntos. Tímpano sobre colunas ( a mais importante delas em estilo dórico, pouco comum em Roma) sobre a qual foram aplicadas figuras em gesso que contam mitos de Dionísio; nas figuras antopomorfas da sepultura principal, que não foram identificadas e são lindas, vemos duas figuras femininas correndo nas extremidades da direita e da esquerda, com uma cena de duas pessoas que parecem tocar algum instrumento no centro – tudo muito de acordo com o resto da decoração que tem como tema principal o Dionísio, deus do êxtase, do vinho, da energia vital impregnada em toda forma de vida – aliás, estas figuras representam uma visão da morte no I século d.C., que é quase comparável à visão cristã do Paraíso, do “estar bem no além”.

Eu, maravilhada com a decoração das sepulturas

Outros mitos representados aqui são o Centauro de Quíron e Aquiles, bem como o suplício de Ocno.

Decoração em gesso policromático com mito de Ocno

Este passeio estará disponível logo mais com a gente, pois fica em um lugar fechado que abre excepcionalmente, com número máximo de 8 pessoas, sob reserva telefônica à Superintendência dos Bens Culturais.

Bibliografia:
"Guida archeologica di Roma", F. Coarelli
Aulas com o arqueólogo Claudio Bottini

 Para reservas de passeios com guia particular, por favor entre em contato por email através da página http://www.guiabrasileiraemroma.com.br/#!contato/c1lmm de modo que recebamos já todos os dados da sua viagem para poder enviar o quanto antes uma proposta de intinerário.

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