terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Paixão Roma encontra Paixão Assis

post dedicado a Roberto Melo

Com Roberto viajando por Assis, não poderia deixar de comentar a “questão giottesca”, com o “maestro de Jacó” e a posição de Bruno Zanardi, o restaurador dos famosos afrescos de Assis após o terremoto. 

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"Master of the Isaac Stories - Scenes from the Old Testament - Isaac Blessing Jacob -Master of the Isaac Stories - Scenes from the Old Testament - Isaac Rejecting Esau - WGA14571.jpg - imagens de Domínio Público

Essa é uma história difícil de contar, pois há duas introduções, que se juntam numa trama, que acaba com um grande ponto de interrogação. A coisa boa é que este post acaba com mais uma grande lista de igrejas para ver em Roma!

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 Afresco da Sancta Sanctorum

A dúvida sobre quem era e quando nasceu Giotto e a segunda toca o que significava uma “obra” de pintura na Alta Idade Média. Vou começar pela primeira, para esquentar; mas lembre-se, é um início biforcudo, depois vamos ter que pegar a outra ponta para poder começar!

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 Jacopo Torriti, São João em Latrão

Giotto di Bondone nem sabemos exatamente como se chamava: “Giotto” poderia ser um apelido de Angiolo ou Ambrogio; também é incerto o ano em que ele teria nascido. As vozes mais fortes afirmam o ano de 1267 – a outra data, a de 1276, é eventualmente considerada por alguns como escolhida para exagerar e assim, exatar e mistificar, a idade do jovem gênio. 
 
O pintor Giotto deu origem a inúmeros mitos, entre os quais o da sua descoberta por seu maestro, ninguém menos do que Cimabue, quando viu “ovelhas que ele tinha pintado numa pedra” (Vasari!). A outra lenda que se conta de Giotto, é que era capaz de fazer um círculo perfeito sem compasso, o famoso “O” do Giotto.

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Santa Maria Maior, Coroação da Virgem

A obra de uma pintura ou escultura na Alta Idade Média era feita por uma oficina que tinha um chefe, o “protomestre” ou prothomagister, que muito provavelmente dirigia a obra como um maestro de orquestra. Quem materialmente realizava a obra eram os artesãos subordinados à ideação do chefe da obra – e aqui já esbarramos em uma questão delicada: o romanticismo da “mão do artista”. Se o grande maestro não toca pincel... fica difícil neste contexto falar em “pincelada” de artista, não?!

Para ser o chefe da obra, ou prothomagister, o sujeito tinha que ter, com certeza, uma experiência danada para cumprir com os contratos estipulados com quem pagava a obra; e a concorrência era ferrenha.
Por curiosidade, essa “hierarquia na obra”, por assim dizer, vinha láááá de trás, pois existe um decreto emitido por Diocleciano no ano de 301, no qual são mencionadas duas classes de trabalhadores nas obras de pintura, onde um era o ideador e o outro o executor. 

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Espetacular mosaico de Pietro Cavallini, São Paulo Fora dos Muros

Grandes históricos da arte afirmam que tudo o que existe na Basílica Superior de Assis foi pintado por Giotto. Uma corrente, na maior parte estrangeira (Richard Offner diz isso desde 1939!), coloca essa afirmação em dúvida e propõe a tese que um dos pintores de escola romana (Jacopo Torriti, Filippo Rusuti e Pietro Cavallini) os teria realizado – neste caso, mais precisamente, Pietro Cavallini
Essa questão nasce sobretudo com a dúvida sobre a paternidade da representação da “História de Jacó” na Basílica Superior deAssis. Nesta cena, nunca ficou cem por cento acertada a autoria de Giotto, pela extrema maestria na realização dos volumes e representação do espaço arquitetônico, além da utilização de um vermelho muito quente, parecido com a tonalidade utilizada por Cavallini nos afrescos do antigo refeitório de Santa Cecilia emTrastevere.

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Mosaico de Filippo Rusuti, Santa Maria Maior

Após o restauro (1974-1983) realizado por Bruno Zanardi em consequência do terremoto que a Basílica Superior sofreu, Zanardi defende a tese da autoria de Cavallini e sustenta a sua tese com dois argumentos fortes: os afrescos que ele restaurou na Sancta Sanctorum, reconstruída em 1279 após um terremoto, onde embaixo de pinturas do período da contrareforma, foram descobertos afrescos que combinavam os estilos pompeianos e temas cristãos em maneira maravilhosamente “naturalista”. Além disso, um importante achado durante este último restauro, que poderíamos dizer, seria “a cereja sobre o bolo”: Zanardi descobriu um “patrone”, isto é, uma folha de papel cerado sobre a qual tinham pequenos orifícios e que eram utilizadas como máscara para acelerar o processo da realização do desenho, e em seguida do afresco, que, como sabemos, tem que ter um tempo muito veloz de execução. Deste “detalhe” supõe-se uma circulação de máscaras para realização de afrescos entre os artesãos, que causaria a confusão na identificação de cada mão. Nicolau III, o papa que comissionou os afrescos da Sancta Sanctorum, era um protetor da Ordem dos Franciscanos e poderia muito bem ter levado Cavallini para Assis.

Neste momento, ainda não temos uma resposta definiva e a dúvida sobre a paternidade de várias representações da Basílica Superior de Assis permanece.

(Aí vem a lista!)
O bom é poder olhar os três maiores pintores (e mosaicistas) romanos do século XIII, Pietro Cavallini (Santa Cecilia, São Paulo Fora dos Muros, Santa Maria em Trastevere, São Crisógono, São Francisco em Ripa), Filippo Rusuti (Santa Maria Maior, Basílica Superior de Assis) e Jacopo Torriti (São João em Latrão, Santa Maria Maior, Basílica Superior de Assis) sob novos olhos, e não mais como seguidores ou “alunos” (Vasari, em relação a Cavallini) de Giotto!

Encerro assim o sexto ano deste meu blog sobre Roma, mostrando como Roma é o ponto de partida de um império e de um mundo inteiro e como tudo o que nasceu aqui é complexo e deve ser olhado com carinho e sobretudo com muita calma - como fazem alguns meus clientes caríssimos ;)

Feliz Ano Novo, Leitor!

Leia sobre como funciona uma Viagem à Assis: https://guiaderoma.blogspot.de/2014/12/uma-paixao-chamada-assis.html

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Igreja São Bento in piscinula

A igrejinha que você quase não vê quando passa, escondida na esquina e sobretudo da fachada neoclássica, é uma das pérolas medievais de Trastevere.

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 Interior da igreja de São Bento in piscinula, em Trastevere
 
O oratório que aqui existia antes da igreja de hoje foi fundado no século VIII, no lugar onde a tradição diz que ficava a casa de propriedade da nobre família Anicia, e onde o São Bento rezava durante o período em que passou em Roma, no final do século V.

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Vista das maravilhosas colunas de espoliação

A igrejinha, como a vemos hoje, foi muito provavelmente construída no final do século XI, início do século XII. 

À esquerda da entrada vemos um portãozinho cosmatesco, que segundo a tradição é a antiga entrada ao oratório.
O espaço interior tem o charme da completa assimetria e é dividido em três naves com colunas e capitéis que pertenceram a monumentos antigos. 


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Vista da entrada e colunas da nave da direita

Entre as preciosidades que encontramos aqui, temos um dos únicos pavimentos cosmatescos que não foi restaurado. Além disso, note as maravilhosas colunas de espoliação, em mármore grigio, granito cinza e granito vermelho.

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Pavimento em mosaico, dos Cosmatas

Onde que acredita-se ser a cela onde rezava São Bento, vemos na ábside do século XI um afresco com a Virgem, com datação do século XIV. 

Os brasileiros do Arautos do Evangelho é que cuidam da igreja hoje em dia. Se tiver a sorte de passear por Trastevere e entrar quando o Padre Maurício estiver por aqui, digam um "oi", ele é uma presença muito especial.

No post "A alma de Trastevere" eu conto mais um pouquinho sobre este bairro que amo tanto, onde moro desde 2002.

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domingo, 20 de dezembro de 2015

Roma e os lugares históricos religiosos

Estou indo para o 18° ano de Roma e essa cidade não pára de me fazer apaixonar e estudar assuntos interessantíssimos. Depois da História e Arqueologia, há algum tempo a minha curiosidade sobre a religião fez com que começasse a concentrar a minha atenção completamente no tema do homem Jesus, a Paixão e as implicações deste fato histórico em Roma.

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 "Visitação", Pinacoteca Vaticana

Naturalmente esse tema foi estudado por mim superficialmente já na minha primeira viagem à Itália, em 1995. Como estava aqui estudando História da Arte aplicada, precisava entender um pouco do Novo Testamento para poder saber como os temas da paixão foram desenvolvidos e compostos pelos grandes nomes da arte ocidental.

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 "Natividade", com Santo Agostinho, escola de Pinturicchio, ~1580. Santa Maria del Popolo

Sempre gostei do tema da "Anunciação", logo aprendi sobre a "Visitação", como nao amar a "Adoração dos Magos", em especial a do grande de Leonardo da Vinci, a (s) famosa(s) Pietá(s) do Michelangelo, a "Vocação" de vários santos, em especial as representações de Caravaggio dos santos Paulo e Mateus, o "Batismo de Cristo", e por aí vai.

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"Anjo dita o Evangelho a Mateus", Guido Reni (1575-1642). Pinacoteca Vaticana.

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"Vocação de Mateus", Caravaggio, 1599-1600

Visitar Roma é visitar a cidade que teve o seu destino marcado após a transformação em capital da religião católica com a construção dos primeiros templos da então nova religião - e isso é sem dúvida, um dos aspectos mais curiosos desta cidade. Imaginem bem, uma religião proibida mas praticada  por 300 anos e que, de um dia para o outro, teve seus maiores templos erguidos pelo próprio imperador!

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Virgem com Jesus e os santos Mateus e Francisco, Santa Maria in Aracoeli

Fica aqui a dica de um ponto de vista para a sua visita à Roma, seguirão mais e mais específicos sobre a aurora do cristianismo!

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domingo, 13 de dezembro de 2015

Réveillon 2016 em Roma

No Réveillon 2016 em Roma, para quem vai depender dos meios de transporte, poderá se mover até às 02.30h da manhã com as linhas A e B. Dia 01.01.2016, o metrô vai começar a funcionar às 08h.

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Imagem sugestiva do alto do Castel Sant'Angelo

Os bondes (ou trams) vão funcionar até às 21h do dia 31.12.2015 e quem estiver de carro deve estar atento para não entrar no centro-histórico já a partir das 20h do dia ano novo.
Já que a Via dei Fori Imperiali estará fechada, muitos ônibus vão ter os percursos desviados durante o dia 31.

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Eu, dando uma volta de noite perto do Castel Sant'Angelo

Relembro o pessoa que está se preparando para estudar com muito carinho se quiserem passar o ano novo em algum restaurante; as zonas muito turísticas às vezes não são tão boas quanto prometem e todo o mundo que trabalha com o turismo aqui ficaria arrasado se você não tiver uma experiência digna de sonhos neste dia tão importante!

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Praça Santa Maria in Trastevere, Trastevere

Neste ano aconselho um lugar que vou sempre com amigos, o Bacco in Trastevere, pois é dos restaurantes standards, é dos únicos que gosto e que estará aberto no Réveillon! Será dos poucos que oferecem jantar à la carte. Seguem os contatos: Bacco in Trastevere, Piazza San Giovanni della Malva, 14 00153 - tel. 389 948 4851. Reservar é necessário. Sem querer estragar a surpresa, o famoso zampone e as lenticchie (lentilhas) serão servidos como cortesia da casa, após a meia-noite!

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Sem dúvida, querendo e podendo gastar mais, os grandes restaurantes estrelados de Roma oferecerão jantares especiais com menús fixos. Para tanto, aconselho que olhe a lista dos restaurantes que aconselho e escreva ou telefone para saber mais:  Onze Restaurantes Top em Roma.

Aproveito para relembrar onde você pode comprar um bom vinho para continuar a comemorar no hotel ou apartamento: Enoteca em Roma

Como a prefeitura ainda não informou sobre o show gratuito que acontece todos os anos, fique de olho neste post, por que vou ter que fazer um update quando sair a notícia!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

A Roma dos fantasmas

O fato de Roma ser uma cidade com uma história tão antiga faz com que ela provoque a nossa imaginação e há mil anos existem estórias de fantasmas que correm por Roma.

Roma com crianças
Fotomontagem para ajudar a imaginação: aparição de mão na janela.

A mais antiga delas é o espírito de Nero, que teria sido enterrado nos arredores do que chamamos hoje de Praça del Popolo. As pessoas tinham medo de passar por lá, até que Papa Pasquale II mandou construir uma igreja dedicada à Virgem para que o povo passasse sem medo de fantasmas por aquela zona, que ficava nos arredores de uma entrada importante da cidade. Estamos no ano de 1099!


Roma com crianças
Piazza del Popolo

Cinco séculos depois nasceram mais estórias deste tipo, com personagens daquele período. Uma delas já contei no post que falo da Praça Navona é a Donna Olímpia (ou Pimpaccia), uma senhora de uma família muito rica, que tinha uma forte influência sobre o Papa Inocêncio X. Dizem que ela tinha um caráter horrível e não era amada pelo povo.

Roma com crianças
Fonte dos Quatro Rios, Praça Navona de noite

A pobre Beatriz Cenci foi uma moça que foi sentenciada com a pena de morte por parricídio, depois que seu violento padre tinha se recusado em pagar a sua dote de casamento e a trancafiou numa torre, perto de Nápoles. A jovem, inteligente e frustrada, armou um plano para liquidá-lo, e na terceira tentativa, ajudada por outras pessoas que também sofriam a tirania do padre, conseguiu.
Beatriz foi assassinada na frente de um grande público, entre os quais os famosos pintores Orácio e a sua pequena filha que se transformaria com o tempo na grande pintora caravaggesca Artemisia Gentileschi. Dizem que o fantasma de Beatriz passeie pela ponte Sant'Angelo na noite do aniversário da sua morte, segurando a prória cabeça!


Roma com crianças
Castel Sant'Angelo de noite

Ainda nos arredores da Praça Navona, no sécuclo XVII viveu Constança De Cupis, sobrinha do cardeal De Cupis, moça que era conhecida por ter mãos belíssimas. Uma vidente teria previsto a perda da sua mão, vendo uma escultura da mesma em uma oficina de um escultor que tinha feito uma escultura utilizando como modelo as mãos de Constança. Infelizmente ela perdeu as mãos e a vida com uma septicemia. Hoje, dizem que quando o luar bate na janela onde ela vivia, vêem-se a imagem fantasma das suas mãos.

Roma com crianças

Uma das presenças mais enigmáticas nas prisões do Castel Sant'Angelo foi um personagem que era um alquimista, chamado Conde de Cagliostro, no século XVIII. Dizem que nas noites de lua cheia, o Conde volte à passear pelas ruas entre Campo de Fiori e o rio Tibre.

Para finalizar o post em grande estilo fantasmagórico, visite a Igreja do Sagrado Coração em Sufrágio, onde um padre recolheu objetos que demonstrariam tentativas de almas em se comunicar com o mundo dos vivos.

Roma é um brívido do começo ao fim! Para fazer um tour na Itália com guia em português não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Santa Cecilia em Trastevere

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Entrada da basílica de Santa Cecilia

Trastevere é um daqueles lugares que nunca acaba de te surpreender.

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A pracinha de Trastevere, na frente da entrada da basílica

A pracinha de Santa Cecília é o delicioso cenário onde se abre mais uma porta no tempo e que nos leva ao período entre os séculos II e IV d.C., quando a santa sofreu seu martírio em torno ao ano de 230.

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A mais-do-que-maravilhosa escultura da Santa Cecília

Como já comentei em outros posts sobre igrejas e basílicas, muitas vezes foram contruídas sobre a casa ou lugar onde o (a) santo (a) sofreu seu martírio; a tradição nos conta que Santa Cecília viveu aqui.

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A nave central da Basílica de Santa Cecilia, com no fundo o maravilhoso cibório 
de Arnolfo de Cambio

Este lugar há mais de dois mil anos de história, pois nos muros da antiga casa da santa foram encontradas técnicas de construção do II século a.C..

A primeira estrutura foi realizada por ordem de Gregório Magno, no VI século; vemos muito bem alterações que a construção original sofreu durante os séculos XII e XIII, depois no Renascimento tardio, século XVIII e o último grande restauro do início do século XIX, onde para reforçar a estrutura, englobaram as antigas colunas que sustem o teto, nos pilares que vemos hoje dividir as naves.

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Coisa mais linda o baldaquino de Arnolfo de Cambio

Quais são as obras de arte e curiosidades históricas mais importantes desta basílica?

Lindo o afresco do teto da nave central, com o tema da "Apoteose de Santa Cecília", de Sebastiano Conca, início do século XVIII, a capela com a tela do Guido Reni, onde supõe-se esteja a piscina onde aconteceu o primeiro martírio da santa.

No presbitério  baldaquino de Arnolfo de Cambio em mármore preto e branco con arcos trilobados, tímpano e cúspide, decorado com anjos, profetas e evangelistas. Maravilhoso o mosaico do IX século com santos e o papa Pasqual I, que mandou construir a igreja.

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O gracioso arco trilobato com
antiquíssimo mosaico

Logo abaixo do baldaquino, vemos a escultura de Santa Cecilia, realizada por Stefano Maderno.

Esta basílica tem ainda muitas surpresas subterrâneas, uma zona arqueológica muito bem conservada e o afresco com o Juizo Universal de Cavallini, importante pintor romano considerado erroneamente aluno de Giotto, por Vasari.

Leia mais sobre #trastevere https://guiaderoma.blogspot.it/2012/01/alma-de-trastevere.html

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Praças de Roma - centro-histórico museal!

O mundialmente famoso centro-histórico de Roma conta com uma urbanização inciada no século XV, com o Papa Sisto IV, e foi transformado nos próximos quatro séculos, incorporando os novos estilos de arquitetura até se transformar numa espécie de museu a céu aberto, um gênero único no mundo, com as fontes barrocas de Bernini, construções de Borromini e Pietro da Cortona.

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Eu acho super-interesssante pensar e re-pensar sobre estas praças e notar as mudanças na urbanística da cidade em um arco de tempo tão vasto! Uma das artérias principais, a Via del Corso (hoje, rua importante de comércio), por exemplo, chamava-se Via Lata no período impérial e era a "estrada" que levava à Etrúria, terra dos Etruscos, ao Norte; no século XVI faziam corridas de cavalos e até o comemoravam o Carnaval.

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Fonte na Praça del Popolo

A praça de Espanha (quando ainda não era praça de Espanha!) localizava-se na periferia da cidade e quando começou a tomar as feições que vemos hoje, eram "antigos jardins" abandonados - difícil de imaginar, mas fascinante, não acha?

Guia privativa ROma
Vai um cappuccino aí no famoso Caffè Greco, da Praça de Espanha?

Guia de ROma portugues
Praça de Espanha com a maravilhosa escada barroca e igreja

A praça Navona, então, era um "estádio" (preste atenção ao nome da placa, quando estiver aqui: está até escrito "Piazza Navona" E "Stadio di Domiziano") até a decisão de Inocêncio X fazer o que fez: a grande residência da Família Pamphili, hoje embaixada brasileira, com uma das fontes mais lindas e mais visitadas do mundo.

Pantheon tour privativo Roma
Chuva de Pétalas no Pantheon

O Pantheon, então, tem uma história muito louca e deu muito o que falar quando os arquólogos descobriram que quem tinha feito esta contrução foi o Imperador Adriano, e não o General Agrippa, como está escrito no frontão! A sua entrada era do lado oposto e a construção original - pasmem - era quadrada! Mas isso é uma outra história que vamos te contar quando você estiver aqui com a gente!

Guia brasileira Roma
As "costas"do Pantheon

Para compreender as cidades italianas e seu patrimônio são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.


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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Novo site Turismo na Itália

Neste ano o nosso Blog e Receptivo para Brasileiros na Itália comemorou 6 anos de atividades, recebendo e orientando brasileiros VIPs pelas suas aventuras aqui. Para celebrar esta importante data, nada melhor do que presenteá-lo com um novo site de uma agência de turismo na Itália que facilita o acesso às informações dos serviços turísticos oferecidos para brasileiros na Itália.

Tours português Roma

Nasceu o http://www.guiabrasileiraemroma.com.br/, um concentrado dos serviços personalizados que desenvolvemos durante os tantos anos de experiência no turismo da Itália, e que reflete a nossa vocação em fazer com que você se apaixone pela Itália e pelas suas raízes - que são também as nossas e representam a origem do mundo ocidental.

Tours em português na Itália

A Itália é um país que surpreende mais do que qualquer pessoa possa imaginar. Por isso aqui, mais do que qualquer outro lugar, faz-se necessário um pequeno apoio de uma empresa de séria e com experiência de muitos anos de Itália para desenvolver seu roteiro personalizado de acordo com o perfil da sua família ou grupo de amigos e que forneça guias extremamente competentes em português e transfers com motoristas de confiança para que a sua experiência de viagem seja simplesmente inesquecível.

Tours português na Italia

A Basílica de São Pedro, os Museus Vaticanos com a sua maravilhosa Capela Sistina, o Coliseu e a vasta área do Foro Romano são verdadeiros espaços míticos do turismo mundial: visitá-los em português, com uma das nossas guias (todas com pelo menos dez anos de experiência em turismo no território italiano) será uma experiência na qual você desvendará mistérios, aprofundirá conhecimentos e intoduzirá crianças ao prazer da História; o tour com uma guia em português da nossa equipe revela-se como horas inesquecíveis de aprendizado e diversão.

Guias brasilerias Italia

Nossas guias de turismo são apaixonadas pelo que fazem e estão preparadas para falar de arquitetura, engenharia, arte, filosofia em uma linguagem accessível e envolvente, de modo que você possa aproveitar cada centímetro dos lugares que deseja visitar. 

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Explicação com reconstruções do Coliseu: fica tudo claro!

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Explicações à família na frente da Basílica de Santa Clara, em Assis

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Duas famílias que viajaram juntas para ver Pompéia -
com guia em português é outra coisa!

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Grupão de amigas em Capri - curtiram muito! 

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Nosso encontro com a guia da Sicília, no teatro grego de Siracusa.

Brasileiros que moram aqui e com experiência decenal na profissão de guia ou italianos que conhecem como ninguém o seu próprio território e amam a língua portuguesa não vêem a hora de recebê-lo!

E assim é com cada cidade italiana: por exemplo com a Pala D'oro de Veneza, com a antiquíssima Praça dos Milagres de Pisa, com a urbanização imperial de Lucca, com as mil facetas da charmosérrima Florença e seus arredores, com Siena e a catedral mais louca e uma das lindas da Itália, com a cidade escavada das cinzas de Pompéia, com o misticismo à flor da pele de Assis, com o glamour mediterrâneo de Capri e das igrejas românicas e barrocas em Sorrento e Nápoles... isso para não falar da minha amadíssima Sicília com a sua herança grega e fenícia e as suas ilhas oníricas.

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Enquanto espera pela sua viagem, por que não nos acompanhar no Instagram ou Facebook, para ver por onde andamos, o que fazemos e... os pratos e vinhos que saboreamos?!

Seja bem-vindo por nós, e direi ainda mais, seja bem-vindo em grande estilo, à essa paixão chamada Itália! Para fazer um tour na Itália com guia de turismo em português não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A Ilha Tiberina

Já falamos que a cidade de Roma é um museu ao ar livre, no post sobre a minha amada ViaAppia; às vezes penso quantas pessoas que por aqui passeam vêem a Ilha Tiberina como um dos seus monumentos mais importantes.

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Sol nascendo na Ilha Tiberina

Naturalmente a origem geológica da ilha é tufácea, como todo o terreno da cidade, mas a sua origem mítica é ligada à expulsão dos tarquínios. O mito diz que a ilha se formou com o depósito de grão desta família, quando o último rei foi expulso, em 509 a.C. e os preciosos depósitos de grãos deste rei foram jogados no rio.

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A igreja de São Bartolomeu

Durante o período imperial, quem passou por aqui deve ter visto a ilha no seu máximo explendor, coberta de templos (Júpiter Jurário, Fauno, Belona, Gaia, Tibre e Veiove) e decoração marmórea que aproveitava a forma natural da ilha para decorá-la como se fosse um navio! 

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Resto da decoração marmórea da ilha

Desta decoração, infelizmente sobrou muito pouca coisa, mas é realmente emocionante, para um apaixonada como eu, descer nos subterrãneos de todos os palácios da ilha para ver o que resta: algumas colunas e muitas fundações de templos antigos.

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Eu, tendo um "troço" ao ver as fundações do antigo templo

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Coluna medieval, subterrâneos

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Uma possível reconstrução da ilha, no tempo do império,
facilita a imaginação!

Um templo dedicado ao deus da medicina, Esculápio, foi construído no início do III séc. a.C.; o atual hospital em 1584, mantendo a tradição milenar do caráter curativo da ilha. Na antiguidade, o escravo que fosse curado aqui pelo deus Esculápio, adquiria a sua liberdade!

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Detalhe delicioso da Torre Caetani, sobre a Ilha Tiberina

Emocionante passar sobre a ponte Fabricio, do ano 64 a.C, e visitar as duas igrejas: São Bartolomeu na ilha e São João Calibita. Assuntos que vou tratar mais pra frente, fique ligado!

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