quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Lucus Feroniae, Colônia Julia Felix

Lucus Feroniae, Colônia Julia Felix

Lucus Feroniae foi um antigo santuário sabino ao norte do Lácio, aos pés do MonteSoratte, já ativo no VIII século a.C. (40 minutos de Roma) e dedicado à deusa Feronia, equivalente à Perséfone (ou Proserpina), cuja festa era celabrada dia 13 de Novembro. Strabone nos conta sobre a celebração de um ritual onde “pessoas possuídas pelo demônio” caminhavam sobre brasas e cinzas com pés descalços, sem que se ferissem.

Lucus Feroniae, Colônia Julia Felix

O santuário foi destruído por Aníbal em 211 a.C., século que coincidiu com a chegada dos romanos.
A Colonia Julia Felix foi fundada no I séc. a.C. e foi próspera até à queda do Império Romano, quando perde-se completamente a memória da sua existência, que só será redescoberta na metade do século XX, quando estavam trabalhando para construir a grande autoestrada que liga a Itália de norte ao sul, a A1.

guia brasileira em Roma, Lucus Feroniae, Colônia Julia Felix, Anfiteatro

Incrível poder passear de novo, “longe de Roma” sobre estradas romanas de dois mil anos de idade. O que vemos hoje no sítio arqueológico é um “antiquário” (museu), com as peças mais preciosas encontradas aqui. Atrás do museu existe uma pequena área arqueológica com um fórum, duas termas e restos de um antigo teatro.

Ofertas à deusa Feronia, Lucus Feroniae, Colônia Julia Felix, guia brasileira em ROma

Incríveis as ofertas à deusa Feronia: cabeças em cerâmica (pedindo proteção), animais ou membros do corpo, anéis, pulseiras, estatuetas, pratos ou colares em pasta vítrea, pequenos vasos de vidro que continham perfumes ou cremes perfumados. Aqui também tem uma tessera, ingresso para entrar no anfiteatro, como no Coliseu.


Infelizmente os mosaicos policromáticos dos pisos dos ambientes ao redor do Fórum estão cobertos e não podem ser vistos.

Reconstruçao Grafica Lucus Feroniae, Colônia Julia Felix - guia brasileira em Roma

No mais, é uma linda surpresa poder visitar mais um precioso sítio arqueológico do inexaurível patrimônio italiano, em especial, dos arredores de Roma.
 

Fui premiada com um lindo dia de sol e adorei conhecer mais uma área arqueológica pertinho de Roma. 

Forum, Lucus Feroniae, Colônia Julia Felix, Mosaico pavimental das termas, guia brasileira

Este passeio é aconselhado para quem já viu pelo menos Óstia Antiga, Villa Adriana, Cerveteri e Palestrina.

Patricia Carmo, Lucus Feroniae, Colônia Julia Felix

A área arqueológica fica no km 18 da Via Tiberina e pode-se chegar aqui através da saída “Fiano Romano” da Autosole e a entrada é gratuita.

Para visitar Roma e seus arredores com uma guia profissional que conhece o território e estuda há anos, por favor solicite seu orçamento aqui:  https://www.guiabrasileiraemroma.com.br/contato

domingo, 3 de dezembro de 2017

Roma em Dezembro 2017

Roma em Dezembro 2017, prepare-se antes de vir! Saiba sobre a temperatura, o que trazer na mala e o que fazer.

Roma em Dezembro 2017

 Temperatura no Inverno em Roma

Entrando no profundo Outono (é sim, por que o início oficial do inverno é dia 21 de Dezembro), os dias estão ficando sempre mais curtos e portanto escurece cedo, o por do sol acontece em torno às 16:45h! As temperaturas médias são de 11 °C e de noite abaixa bastante, veja o post com a descrição sobre a temperatura em Roma

Praça Navona, chuva, Roma em Dezembro 2017
 
Então, o que usar no outono romano, que para os brasileiros pode ser considerado um inverno? Começamos de baixo para cima: sapatos impermeáveis e com sola bem isolante. Se tiver um sapato que sabe que escorrega na umidade, deixe em casa, pois em Roma tem paralelepípedos e assim você evita de deslizar pelas ruas. Vou em todos os lugares de tênis, mas coloco sapatos para ir aos museus – é o meu jeito, pois obviamente não tem problema ir de tênis a museus!

Roma em Dezembro 2017, Verduras de inverno

Eu sou a adepta número um das roupas de esqui por baixo: meias grossas e camisetas quentes, naturalmente em modalidade cebola, com várias camadas. Relembro que a sensação climática aqui é às vezes mais intensa do que o número indicado no termômetro, pois a cidade é úmida. Calças de lã ou veludo grosso podem ser uma boa pedida. Camisetas, camisas, coletes de lã e malhas quentes é a clássica série para friorentos como eu. 

Roma em Dezembro 2017

Em Dezembro chove, mas menos do que em Novembro – apesar dos meses têm sido bem atípicos... em todo o caso um casacão impermeável liquida o problema do frio e da chuva e deste jeito, ocupa menos espaço na mala. Viaje leve, sinta-se confortável, você vai ver coisas lindas e é importante que se preocupe com o que vai ver, eventualmente mais do que como vai ser visto – claro, cada um cada um.... Pode ser que seus dedinhos fiquem muito frios tirando fotos: traga luvas para não ter que parar de clicar por causa do frio! Mantenha o calor com um bom cachecol e não se esqueça que um chapéu ou gorro, quase obrigatório quando sopra a “tramontana”, um vento gelado que faz com que você esqueça que está num país mediterrâneo!

Roma em Dezembro 2017, COliseu de noite com frio

O que comer em Roma de diferente em dezembro


Duas coisas que amo voltm para as mesas: alcachofras (mesmo quem não gosta, experimente pois aqui é um pouco diferente do que você está acostumado) e chicoria, uma verdura escura da qual aproveitamos as folhas e tem um sabor levemente amargo. Normalemente é servida “ripassata in padella”, isto é refogada com alho e chili. 
 
Chicoria


Uma variação (bem diferente no gosto e na aparência) são as minhas amadas “puntarelle”, uma variedade da chicoria, servida crú com alho e anchovas.

O que ver em Roma em Dezembro 2017


Roma está com uma mega-exposição do grande Bernini (1598-1680). Se sair de Roma sem saber quem é este artista, é como não ter vindo à Roma! Compre seus ingressos com antecedência e visite a expo na Galleria Borghese! Uma outra mostra importante deste período é Arcimboldo (1527-1593), pintor manierista conhecido por fazer aqueles retratos compostos por frutas e verduras; pro pessoal que gosta de pintura e alquimia. Em dezembro também tem o tadicionalissimo mercadinho de Natal da Piazza Navona e o momento de acender o menorah da Praça Barberini. 

Roma em Dezembro 2017, Mostra Galeria Borghese, Bernini em Roma

Dia 08.12 tem o grande feriado da Ascensão de Maria (Museus Vaticanos estarão fechados) e o papa eleva a tradicional coroa de flores em homenagem à Virgem, ajudado pelo corpo de bombeiros – evento que tende a preencher cada centímetro da praça Mignanelli!

Roma é linda e oferece muito em todos os meses do ano, aí estão os eventos principais de Dezembro 2017!

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Mostra do Bernini na Galleria Borghese

Mostra do Bernini na Galleria Borghese

  Mostra Bernini Galleria Borghese, guia brasileira em Roma


A exposição está linda e a Galleria nunca esteve tão bonita com tantas obras do grande maestro que praticamente “nasceu” com este espaço espositivo ideado pelo grande Cardeal apaixonado por arte, Scipione Borghese. A exposição comemora os 20 anos da reabertura da Galleria após o restauro.
Desnecessárias as apresentações desta galeria-museu tão especial, pois já temos um post sobre a Galleria e algumas das suas obras principais.

Bernini em Roma, guia brasileira

Perfeito o percurso do ponto de vista filológico, desde a maravilhosa Capra Amaltea (por muitos anos considerada uma escultura helenística), passando pelos trabalhos a quatro mãos com o pai, o famoso colchão do hermafrodita (este sim, helenístico), até os crucifixos e os Salvator Mundi (um de uma coleção americana e outro de uma igreja de Roma). 

Satan Bibiana, Bernini, guia brasileira em Roma
 
Imperdíveis os modelos em argila; cristalização de todo o seu pensamento e raciocínio antes de realizar a figura em mármore, que já demonstram a graça, expressividade e sensibilidade características do seu trabalho.

São Sebastião, Bernini, guia brasileira em Roma

A sensação que temos ao caminhar no interior da Galleria Borghese neste momento é que ela está feliz por estar no máximo da sua forma com tantas obras do grande Mestro Bernini.

Hermafrodita, guia brasileira em Roma

Neste caso é interessante iniciar do primeiro andar, para depois subir ao segundo; aliás, para quem tem a possiblidade, dado o número de esculturas a serem vistas e o pouco tempo à disposição, seria aconselhável concentrar-se nas esculturas que não “moram” aqui, pois a permanência na galeria é de duas horas medidas no relógio com avisos por autofalantes que expulsam o visitante quando o tempo acaba.
Constanza, Bernini, guia brasileira em Roma

Não por estarem em posição de grande destaque no salão principal do primeiro andar, mas por serem realmente muito especiais, “As Estações” de Pietro Bernini (seu pai) nos fazem compreender o ambiente em que o jovem Gianlorenzo vai crescer e se “alimentar” para desenvolver seu talento. Este trabalho foi uma comissão para decorar fontes de uma mansão que não existe mais e ficava perto da Praça da República.

Modelo em Argila da Fonte dos Quatro Rios, guia brasileira em Roma

 Digno de nota é o “Fauno infastidito dai putti”, realizado com o pai, mas já com todo o concentrado da carga teatral e a riqueza em detalhes da natureza e das características humanas que o gênio vai desenvolver brilhantemente com o tempo.
Para quem a conhece no seu ambiente natural, é curioso ver a Santa Bibiana aqui, a primeira escultura “vestida” realizada por Bernini no meio da numerosa companhia pagã e sem a fonte de luz à qual é dirigido o seu olhar. Lânguido o Sebastião, nos faz lembrar as anedotas famosas que se contam sobre como Bernini causava dores ao seu corpo para poder observar a mudança dos músculos faciais causados pelas contrações – e aqui percebemos em parte a herança do grande Caravaggio, e recebida e eximiamente elaborada por Bernini.

Capra Amaltea, Bernini, guia brasileira em Roma

Dos bustos, nada é comparável à beleza e intensidade de “Costanza”, sua amante. Pungente o crucifixo em bronze de Toronto: uma obra que possivelmente comoveria até ateus!

Crucifixo, Bernini, guia brasileira em Roma

É o momento perfeito para quem deseja se aproximar do Barroco ou ver uma série de esculturas geniais das mãos do Bernini, que estudou os maestros antigos e renascentistas e que nos prova definitivamente a capacidade da Arte em transcender a matéria e nos levar cosigo.

Até dia 04.02.2018
Endereço: P.zzale del Museo Borghese
Horário de abertura: De 3a à domingo, das 8.30h às 19.30
Reservas obrigatórias: 06 32810
Site oficial: www.galleriaborghese.it/
Tickets 22

domingo, 12 de novembro de 2017

Igreja dos Santos Lucas e Martina

 A Igreja dos Santos Luca e Martina no Fórum Romano foi construída sobre uma antiga igreja do VI século por Pietro da Cortona dutante o século XVII e é considerada a sua obraprima arquitetônica.

Igreja dos Santos Lucas e Martina no Fórum Romano

Impossível vir ao Fórum e não notar a enorme cúpola entre o Arco de Setímio Severo e a cúria Júlia, inciada por Júlio César. Mais do que isso, a igreja está atrás da praça do Fórum Romano, aos pés da colina do Capitólio (a antiga acrópole de Roma); poderia ainda dizer que a igreja com a dedicação tão original aos “Santos Lucas e Martina” está na frente da prisão de alta segurança de Roma, chamada prisão “tullianum”.

Fachada, Igreja dos Santos Luca e Martina

Estamos, portanto, falando de uma igreja que se encontra num dos pontos mais densos de história do mundo, pois é aqui que começa a história da humanidade como a conhecemos hoje.

Originalmente, e falamos do VI século, o Papa Onório I tinha erguido a igreja dedicada à Santa Martina. O livro que nos conta sobre todas as estórias dos santos 

Interior cúpola , Igreja dos Santos Luca e Martina

Foi o Papa Sisto V, em 1588, que resolveu juntar os títulos das duas igrejas (do evangelista Lucas e da santa mártir Martina).Pietro da Cortona sempre adorou este lugar e a decadente igrejinha que precisava urgentemente ser restaurada ou reconstruida... e foi isso que aconteceu entre 1635 e 1664.

Nave central, Igreja dos Santos Luca e Martina

O primeiro projeto do Cortona era uma planta central e circular, mas a construção que foi realizada tem uma altíssima fachada dividida em duas partes e com interessantes linhas de força que realizam movimentos em direção ao exterior e a planta final foi uma cruz grega (com todos os braços de igual comprimento).

Durante os trabalhos para a reconstrução foi encontrado o percioso túmulo da mártir Santa Martina, fato extraordinário que fez com que a obra caminhasse rapidamente.

Detalhe cúpola Igreja dos Santos Lucas e Martina - Pietro da Cortona

A igrejinha é especial pois desde a sua re-construção era a igreja gerenciada pelos membros da famosa Academia de São Lucas, que é como se fosse a ordem dos Arquitetos, artistas e escultores do período papal, prestigiosa instituição a qual todos os proissionais tinham que pertencer e que controlava toda a produção artística em Roma.

O óleo do altar representa “São Lucas que pinta a Virgem”, uma cópia de Rafael; a escultura de Santa Martina, um trabalho de Menghini, 1635. À direita, temos um “Martírio de São Lázaro” e à esquerda a “Assunta”, de Sebastiano Conca.

Nave esquerda, São Sebastião, Igreja dos Santos Lucas e Martina


À esquerda do altar, desce-se uma escada onde entramos num segundo ambiente, também desenhado por Pietro da Cortona, com vários monumentos funerários e o túmulo da Santa Martina, desenhada pelo Pietro da Cortona, obraprima em bronze realizada pelo ourives Pescina.

Aqui existem monumentos funerário de vários artistas, entre eles, Pietro da Cortona (com túmulo), Soria e Canova. Para quem deseja elevar o espírito.

Igreja suberrânea, túmulo de Santa MArtina, Pietro da Cortona

Neste momento a igreja abre somente aos sábados de manhã ao público.
Via della Curia 2

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Bernini é o Barroco

Não é um segredo que sou apaixonada pela história antiga e tardo-antiga, mas com a grande exposição sobre Bernini que comemora os 20 anos da re-abertura da Galleria Borghese, chegou o momento de falar do período Barroco, inciando a instigar a sua curiosidade através do homem que foi o maior representante deste período ou estilo: estamos falando do grande Bernini, que é capaz de causar tanto estupor e admiração entre espertos ou leigos em arte! 

Apolo e Dafne

Bernini viveu entre 1598 e 1680 seus longos 82 anos e sobreviveu 8 papas!

Chegou até nós uma anedota sobre o início da sua carreira, já no início da sua adolescência, quando foi levado ao papa Paulo V,  curioso para conhecer o tal jovem genial. O papa então pediu a ele que desenhasse uma “cabeça”. E o jovem Gian Lorenzo respondeu “Que tipo de cabeça?”, mostrando que conhecia as diferentes representações entre um Cristo, um profeta, um apóstolo, etc.; já naquele período Bernini tinha sido comparado ao grande gênio do Renascimento, Michelangelo, pelo papa e pelo Cardeal Scipione Borghese.

Davi do Bernini

Bernini é descrito pelas pessoas que o conheceram como um homem de baixa estatura, magro e elegante, com olhos pungentes e brilhantes; seus raciocínios eram extremamente velozes e o seu modo de falar era refinado e continha muitas vezes um duplo sentido, uma grande ironia. 
É o artista que sabe fazer apaixonar os papas, nobres e reis. Bernini será amigo de Cristina da Suécia, rainha protestante que abdica ao trono a favor do Catolicismo (esta história é já um capítolo que deve ser escito separadamente!), vem morar em Roma (no Palácio Corsini de Trastevere) e faz e acontece na vida cultural romana do século XVII. Bernini foi à França e preparou o modelo para a estátua equestre de Luis XIV, que nunca foi realizada, mas cujo modelo podemos apreciar na  coleção da Galleria Borghese.

Santa Teresa, Bernini

Apesar de ser um escultor e arquiteto, Bernini era louco pela pintura e seu trabalho, uma vez escrutinado pelos últimos históricos da arte, pode ser considerado como uma escultura que tem uma forte inspiração na pintura, quase em uma tentativa impossível de imitá-la - e vemos isso facilmente nos infinitos e milimétricos detalhes das suas esculturas e na intenção em definir os diferentes materiais representados: uma folha, a carne humana, um tronco de árvore. Observe “Dafne e Apolo”, por exemplo.

Além de esculturas, obras de arquitetura e pinturas, Bernini realizou cenografias e escreveu 22 comédias!

Abacuc, Bernini

Um homem com estas características finalizou e transformou a basílica de São Pedro como nós a conhecemos hoje, com seu altar e cattedra de San Pietro, com o baldaquim, com as quatro esculturas na base das colunas que sustentam a cúpola.

Anjo do Bernini, Ponte Sant'ANgelo

Para quem chega de Florença em Roma, nada mais natural do que imergir-se no mundo Barroco, que foi uma consequência natural do Renascimento, e mais do que natural, sobrenatural, pois o Barroco vai propor ilusões de ótica e falsas perspectivas, e tudo isso faz com que este estilo seja muito sedutor. Aliás, sedução é a palavra de ordem do período da contra-reforma, para não deixar de mencionar o papel fundamental que a arte vai exercer nas discórdias entre católicos e protestantes - tema que vai ser aprofundado logo mais neste blog.

Santa Veronica, Bernini

Obras do Bernini podem ser vistas na Piazza Navona, Ponte Sant'Angelo (na frente do Castel Sant'Angelo), na igreja   Santa Maria della Vitória, Basílica de São Pedro, Santa Bibiana,  Galleria Borghese, São Francesco a Ripa, Santa Maria del Popolo, para citar as mais importantes.
 
Quando vier à Roma, delicie-se com o Barroco da Galleria Borghese, além da Basílica de São Pedro e das igrejas principais deste período: Igreja de Jesus, Santo Inácio e Santa Maria della Vitória.

Para um passeio com uma guia profissional em português, por favor preencha os dados da sua viagem e solicite um orçamento aqui: https://www.guiabrasileiraemroma.com.br/contato

domingo, 5 de novembro de 2017

São João dos Florentinos

São João dos Florentinos é uma igreja de Roma que fica na parte noroeste do Campo Márcio (perto do Vaticano e do Castel Sant'Angelo) e foi construída pela comunidade florentina que viveva em Roma sobre uma antiga igreja que se chamava Santa Maria della Fossa e consagrada em 1504. A igreja foi restaurada em 1727 e 1888. 

São João dos Florentinos, fachada

A zona na qual foi construída é muito especial, pois no período dos reis (VIII a.C.) aconteciam aqui no mês de Julho corridas de cavalos rituais em trigas a cada 100 anos que tinham o objetivo de equilibrar a energia telúrica. 


No período do Renascimento aqui perto existia o “Consulado Florentino” e moravam várias famílias florentinas que mantinham atividades econômicas com o Vaticano, eram os primeiros banqueiros – o mais famoso deles aqui era Agostino Chigi (veja post sobre a Villa Farnesina). Além disso, a Via Giulia tinha acabado de ser construída pelo Papa Julio II para faciliar a pelegrinagem em direção à Basílica de São Pedro.

São João dos Florentinos, cúpola da nave central

A igreja tem uma fachada monumental realizada por Alessandro Galilei no século XVIII. Seu interior é sóbrio e elegante, e a nave central possui colunas em pedra serena (dos arredores de Florença). 

São João dos Florentinos, altar, Raggi

A segunda capela da direita possui afrescos de Horácio Gentilleschi (o pai da famosa pintora caravaggesca Artemisia Gentilleschi). O altar foi realizado pelo Borromini e o relevo com o batismo é do Raggi.
Ainda digno de nota é o afresco do teto da Capela Sacchetti, do Lanfranco, que “fura” o teto.

São João dos Florentinos, CApela Sacchetti, Lanfranco

Aqui repousam os restos mortais do grande Francesco Borromini e do personagem da alta sociedade romana do século XVIII, o Marquês do Grillo. A quarta capela da direita possui um quadro, palla d'altare, de Carlo Maratta.

São João dos Florentinos, São Jerônimo,

Non è por nada não, mas esta é mais uma das igrejas-museus da cidade de Roma.  Aproveite para vistiá-la na volta da sua estadia nos Museus Vaticanos ou Castel Sant'Angelo!

A sua estadia será definitivamente inesquecível se visitar a cidade com uma guia de turismo de alta qualidade, peça um orçamento: https://www.guiabrasileiraemroma.com.br/contato

Endereço: Piazza dell'Oro esquina com Corso VIttorio Emanuele II