domingo, 21 de fevereiro de 2016

A arte das Catacumbas

Antes de inciar de falar de uma das maiores preciosidades que o viajante encontra em Roma, a construção das primeiras igrejas cristãs, gostaria de fazer mais uma observação a respeito da arte encontrada nas catacumbas, assunto que já foi tratado em alguns outros posts. 

 A âncora, em lastra sepulcral

A partir do II século surgiram na península italiana e no norte da África, em terrenos muitas vezes cedidos à jovem comunidade cristã por famílias abastadas, os primeiros cimitérios cristãos. Estas estruturas foram realizadas com pouco planejamento arquitetônico e, praticamente, as condições do terreno em que se cavava os longos corredores e loculi (cavidades onde se depositavam os defuntos) eram o único fator determinante para a sua reliazação. A soma de todos os longos corredores das catacumbas em Roma é calculada em aproximadamente 100km.

O peixe, lastra sepulcral de catacumba

 Mapa dos corredores de catacumbas nos arredores da Via Appia

Nestes corredores, as paredes das catacumbas são cheias de loculi, que eram sigilados com uma lastra de pedra ou de cerâmica, decoradas com inscrições e desenhos rudimentares sobre uma fina camada de reboco. E é essas iconografia que eu adoro e acho o máximo que você tenha a oportunidade de ver, numa viagem à Roma.

 O "orador", iconografia também muito comum das catacumbas

O cristianismo encontra um terreno fértil na civilização romana, que tinha atingido o ápice da sua habilidade e narrativa na escultura e na pintura em esculturas como o Laooconte, como o arco de Settimio Severo, representações em sarcófagos, obras como a coluna de Traiano ou os afrescos da Casa de Lívia e é nesse contexto que a nova religião vai desenvolver as suas características, junto com a herança da cultura hebraica. Olha só que interessante e que momento explosivo na História da Arte o encontro frontal da cultura judaica com a cultura pagã!

Cristo entre os doze apóstolos, afresco em catacumba

Os primeiros símbolos utilizados serão a âncora e o peixe "ICHTYS", "Jesus Cristo Filho do Deus Salvador", do grego Ἰχθύς, Iesùs CHristòs THeù HYiòs Sotèr; a simbologia de algumas corporações e alguns mitos pagãos serão “adaptados” às histórias do evangelho e servirão de ponte para esta nova arte e aos poucos serão introduzidas histórias do Antigo e do Novo Testamento
Todos as representações destes temas têm como pano de fundo a salvação e ressureição da alma.

Afresco nas catacumbas e grupo caminhando nos corredores.

Fiel ou não, éssa é uma das mais fascinantes viagens da sua viagem à Roma!

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