quarta-feira, 29 de abril de 2015

Museu Etrusco com guia de turismo em português

Fico muito feliz com a quatidade de viajantes que retornam à Roma, querendo conhecer mais profundamente a cidade, “além do Coliseu e da CapelaSistina”, pois esta cidade realmente oferece uma infinidade de atrações.


Jardim do Museu Etrusco
Eu com minha amiga dos tempos pré-históricos da PUC, com a sua família

Parada “quase obrigatória” para a segunda vez de quem vem à Roma é o Museu Etrusco da Villa Giulia – como toda a Itália, uma guia de turismo que fale português é extremamente importante para ajudar na leitura de um material tão denso e pouco legível aos olhos do viajante curioso.


Reconstrução Tumba com afrescos de Tarquínia
Afresco da necrópoles de Tarquínia, completamente remontado no 
interior do Museu Etrusco de Villa Giulia

A “Villa Giulia” é uma mansão renascentista que passou pelas mãos dos mais geniais arquitetos, com partecipação pouco importante do Vasari, “correção” de Michelangelo, mas esta maravilhosa mansão tem a assinatura do Vignola, exatamente na metade do século XVI. Papa Júlio III, que mandou construí-la, investiu tanta dedicação e dinheiro neste projeto, mas infelizmente morreu quase imediatamente depois da finalização da monumental construção, sem poder aproveitá-la. Mas vamos ver o que nos espera!

Este terreno tinha pertencido ao Cardeal Del Monte, o famoso mecenas de Caravaggio, depois à famosa família Borgia, e na época era tão longe de tudo que era um terreno cultivado.


Vasos etruscos e gregos do Museu Etrusco de Roma
Cerâmica grega encontrada nas tumbas etruscas, símbolo do 
poder dos príncipes etruscos

A típica mansão, ou villa, era divida em uma parte privativa, com arquitetura refinadíssima para recebimentos, e outra com cultivação da terra.

Assim que entramos, a primeira coisa que vemos além do pátio central, são os afrescos do deambulatório, ou seja, do corredor com teto abobadado com grotescas, isto é, figuras fantásticas e arabescos.

Mas vamos logo pegar o corredor da esquerda e entrar no museu, que em primeiro lugar nos propõe um mapa para nos esclarecer onde ficava a Etrúria. E se olharmos com atenção este mapinha tão inocente, vamos logo perceber a fantástica posição geográfica de Roma em relação à antiga “piscina” chamada Mar Mediterrâneo.


Gráfica da península itálica com a ocupação etrusca
Mapa da ocupação etrusca

Podemos acompanhar o desenvolvimento do que nos resta como testemunhas desta civilização quase exclusivamente através das suas sepulturas. O povo vilanoviano desta região, através do contato com os gregos, da sua habilidade em trabalhar o ferro e, impossível não presumir uma natural engenhosidade, teve uma rápida ascenção como monarquia tassalocrática do Mediterrâneo e que conhecemos hoje como etruscos.

A coleção do museu nos mostra as maravilhosas urnas funerárias “bicônicas”, ânforas e em “forma
de caixa”, típicas do povo vilanoviano, população autóctona do final da Idade do Bronze e que ocupava as zonas que se desenvolveram posteriormente nas cidades da confederação etrusca.


Vaso bicônico etrusco
Urna "bicônica" em cerâmica

O famoso “bucchero”, vasos realizados em cerâmica com um procedimento especial de queima, são abundantes na coleção. Interessante também poder observar a quantidade de vasos de importantes artistas gregos encontrados na Etrúria, verdadeira loucura que demonstra a riqueza dos príncipes e nobreza etruscas do ápice do seu desenvolvimento, no VI séc a.C.. Imprescindíveis os esclarecimentos de uma guia de turismo sobre o misterioso alfabeto dos etruscos, para fazer com que o quebra-cabeça deste povo começe a se tornar legível na nossa cabeça!

Vaso em bucchero
Pequeno vaso em bucchero

Imperdível o “Sarcófago dos Esposos” peça em enormes proporções em cerâmica do ano 520 a.C., encontrada literalmente despedaçada em 400 partes e pacientemente remontada por mãos de hábeis restauradores que nos conta mais do que como eram os etruscos, mas de como “queriam ser vistos” pelos outros, além da especial relação homem-mulher deste povo.

Sarcófago dos Esposos
O famoso sarcófago dos esposos
(difícil de fotografar por causa do reflexo da vetrine!)

A reconstrução da sepultura de Tarquínia, descoberta em 1873, é também uma das principais atrações deste museu. Maravilhosos afrescos nos contam sobre a visão da vida após a morte dos etruscos, a simbologia da escolha dos animais e das cores representadas têm uma função importante, que como todo o resto pode ser melhor explicado com uma boa guia de turismo que fale português e acompanhe você nesta aventura de contato com uma civilização distante de nós 2.700 anos.

Fascinante o que sobrou do Santuário de Pyrgi, no porto que se extendia por uma área de dez hectares e que deu trabalho por 50 anos aos arqueólogos da “Universidade La Sapienza”!


Lâmina do tratado entre etruscos e fenícios
As lâminas de ouro, tratado assinado entre etruscos e fenícios

A coleção nos mostra uma série de objetos utilizados pelos povos antigos, como vasos, jarras, copos e instrumentos de limpeza corporal que nos permitem finalmente descobrir a função de curiosas manufaturas que vemos não só neste museu.


Apolo de Vulca
O fantástico Apolo de Vulca, artista do VI séc a.C.

Outras preciosidades que cobrem aspectos da importante vida religiosa dos etruscos serão desvendadas aqui com a gente.

Para fazer um tour na Itália com guia de turismo em português não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.

Museus em Roma:

Museus Capitolinos
Museu Etrusco
Galleria Borghese
Museu Barraco
Palácio Máximo

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