domingo, 21 de abril de 2013

Ele se chama Franciso - parte II

Como prometido, aqui mais um poco da história de Francisco, a partir de seu importante encontro com o Papa Inocêncio III.

Para quem perdeu a primeira parte, basta clicar aqui: http://guiaderoma.blogspot.de/2013/03/ele-se-chama-francisco.html.

Basílica de São Francisco de Assis em Assis, por Conlaprof

A aprovação do Papa
Em 1209, quando Francesco tinha 12 companheiros consigo, foi à Roma para obter a autorização da regra de vida para sí e para ses frades, pelo Papa Inocêncio III. Depois de algumas hesitações iniciais, o Papa concedeu a Francisco a sua aprovação oral para a sua Ordem dos Frades Menores: Francisco não contestava a Igreja, ao contrário de outras ordens que pregavam o pauperismo (sistema de pensamento medieval, através do qual os seguidores pregavam o altruísmo e uma vida modesta, dando preferência às riquezas espirituais sobre às materiais), mas a considerava como “mãe” e lhe oferecia sincera obediência. Francisco era a personalidade idal para Inocêncio, que podia finalmente oferecer uma oportunidade às pessoas mais humildes de partecipar ativamente no interior da Igreja, sem obrigá-las a transformarem-se em antagonistas à ela, e consequentemente, em herético.
O texto que foi apresentado ao Papa, desapareceu completamente. Os estudiosos pensam que nele continham sobretudo passagens do Evangelho, e que com o passar dos anos, junto à algumas modificações, formaram a “Regra” de 1221.

Fundação dos primeiros monastérios
Retornados à Roma, os frades se instalaram em uma pequena casa perto de Rivotorto, na estrada de Foligno. Este lugar foi escolhido por que era perto de um hospital de leprosos. Mas a acomodação era húmida e perigoso para a saúde, por isso os frades não puderam passar mais do que um ano lá. Foi então que eles foram para um pequeno mosteiro, o Santa Maria dos Anjos, na planície do Tescio, perto de Assisi. No meio do bosque e abandonado, o mosteiro foi cedido a São Francisco e aos seus frades.
Esta nova "forma de vida" atraiu também mulheres: a primeira foi  Clara Scifi, filha de um nobre de Assis. No Domingo de Ramos de 1211, no mosteiro de Santa Maria dos Anjos, Clara pediu a Francisco se poderia entrar na sua Ordem e na mesma noite ela recebeu os trajes do Santo. Franciso lhe acomodou no monastério beneditino de Bastia Umbra, e depois em Assis. Depois de Clara, outras garotas seguiram o seu exemplo (como Agnes, irmã de Clara) e se juntaram na Igreja de São Damião e iniciaram o que seria chamado no futuro de "as clarissas", entre as quais se distuinguem Caterina de Bologna, Camilla de Varano e Eustoquia de Messina. Nestes mesmos anos, no convento de Montecasale, iniciou-se uma pequena comunidade de seguidores.

Crescimento da Ordem e viagem ao Egito
Com o tempo, a fama de Francisco cresceu imensamente e com isso também o número de frades franciscanos. Em 1217, Francisco presidiu o primeiro dos capitolos gerais do Oriente, que viria a acontecer a cada dois anos, ali mesmo no mosteiro. Este evento ocorreu com a exigência de estabelecer a vida comunitária e de organizar as orações, reforçar a unidade interna e externa, de decidir novas missões.
Depois do primeiro, foram organizadas grande expansões da Ordem na Itália, missões foram enviadas à Alemanha, França e Espanha.
Em 1219, Francisco foi à Ancona para embarcar para o Egito e Palestina, onde há dois anos acontecia a quinta Cruzada. Durante esta viagem, no assédio à cidade egípcia de Damietta, junto ao frade Illuminato, obteve a permissão do Cardeal Pelagio Galvão para encontrar desarmado o sultão al-Malik al-Kāmil, sobrinho de Saladino. O objetivo do encontro era de poder proclamar o evangelho e converter o sultão e seus soldados,pondo um fim à guerra.
A interpretação da relação de Francisco com o Islã e as cruzadas ainda hoje não é fácil, constituindo um assunto discutido dadas às controvérsias entre quem o vê como um sustentador das cruzadas e quem considera as suas ações como um repúdio à elas. A narração do encontro chegou até nós, além das biógrafos do Santo, mas testemunhas de época, cristãos e árabes. A versão fornecida através de São Boaventura cita maltratamentos que os soldados sofreram pelos árabes e a defesa de Franciso das Cruzadas, bem como a justificação da guerra aos muçulmanos infiéis. Na história contada por Tomás de Celão, Francisco causou uma profunda admiração da parte do sultão, que lhe ofereceu com muito respeito inúmeras riquezas. Segundo a narração hagiográfica, Francisco passou pela prova do fogo, representada em várias séries de afrescos.
A revolução pacífica que a nova Ordem estava realizando começou a ser evidente aos olhos de todos. Logo iniciaram os primeiros problemas, e Francisco temia que a sua irmandade perdesse seus propósitos iniciais.

Êta vida de paixão e cheia de acontecimentos! Logo mais, a terceira e última parte!

Nenhum comentário:

Postar um comentário