sábado, 9 de fevereiro de 2013

Lapis Niger

Lapis Niger, aprendendo a valorizar os mistérios de Roma

Lapis Niger, inscrição da pedra do altar
Fonte:Wikipedia

Dia 4 de Fevereiro foi aniversário do blog, e como sou mãe desnaturada, não fiz nenhuma comemoração. Agora resolvi postar este artigo que tem o espírito do que eu tento passar com este blog: o quanto Roma seja infinitamente interessante, misteriosa e difícil, em palavras simples. 

Naturalmente, o que escrevo é uma tentativa de criar uma ponte entre um mundo tão antigo quanto à história do Homem e a nossa desvairada sociedade do século XXI.


Região da Lapis Niger, Foro Romano
Lapis Niger, foto de paideiarevista do flickr

Uma das coisas que passa quase despercebida no Forum é a Lapis Niger, que foi descoberta só em 1899.

Mencionada em textos do período republicano ( entre 509 e 27 a.C.), a Lapis Niger é o mais antigo e documento em língua latina, o primeiro de uso público, podendo ser datado entre 575-550 a.C..

Pouco antes de chegar na entrada da Curia Julia, do lado direito, a Lapis Niger foi descoberta no Foro Romano pelo famoso arqueólogo Giacomo Boni e é o que os arqueólogos afirmam ser a sepultura mais antiga de um personagem importante da sociedade antiga romana que há contribuído para a fundação da cidade ou um lugar de culto à deusa Cibele.
Aqui foi encontrado um altar com uma inscrição escrita em latim arcaico, com um alfabeto de derivação greco-etrusca e andamento bustrofédico ("Forma de se escrever um texto em que a escrita é alternada da direita para esquerda e da esquerda para a direita, de acordo com a linha., como o movimento do arado.", Wikipedia).

A medida desta região do Foro é de 4m x 3m e as inscrições na pedra do altar foram escritas em caráter latino-etrusco e têm cunho religioso, proibindo passar perto ou profanar este lugar, sob pena de ter o seu patrimônio confiscado pelo rei e de viver atormentado pelas almas do submundo.

O lado nordeste do Foro é o mais antigo e por tanto, o mais complexo e denso de história. As explorações arqueológicas encontraram restos que iniciam na época dos reis e continuam em várias camadas até a época imperial.
Lá foram também encontradas muitas oferendas (cálices de pés altos com aves pintadas, ossos de passarinhos e vasos de cerâmica) colocadas neste ponto por diversos séculos, que sustentam a tese que este lugar é  monumento do fundador da cidade de Roma.

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