terça-feira, 18 de setembro de 2012

Laocoonte

«Temo os Gregos, mesmo quando trazem presentes», Laocoonte.
Virgílio, Eneida, II livro


Grupo Laocoonte, fotos minhas

A escultura conhecida como o "grupo de Laocoonte" é uma escultura monumental de mármore que está em Roma, nos Museus Vaticanos, mais precisamente no Museu Pio-Clementino, e representa o famoso espisódio narrado na Eneida onde o sacerdote troiano Laocoonte e seus filhos são atacados por serpentes marinhas. O grupo Laocoonte é composto pelo sacerdote de Apolo e pelos seus dois filhos, Antifante e Timbreo, no momento em que são estrangulados pelas serpentes de nomes Porchis e Caroboia.


Virgílio descreve a cena como a vingança de Poseidon contra Laocoonte, que tentava impedir a entrada do cavalo de Troia dentro dos muros da cidade.

Sacerdote e filhos são atacados pelas serpentes: a sua postura é instável, com toda a sua força ele tenta desesperadamente se libertar do estrangulamento das serpentes. O seu corpo e membros assumem uma posição em torsão pluridimensional no espaço, lançando-se  para frente. A expressão de dor no seu rosto no contexto da cena são extremamente teatrais.

Grupo Laocoonte, detalhe

Plínio nos conta de ter visto esta escultura na casa do Imperador Tito; muito provavelmente a cópia dos Museus Vaticanos vem de um original em bronze, do período helenístico, datável a metade do II séc a.C a metade do I séc d.C.

Algumas inscrições encontradas em Lindos, na ilha de Rodos, indicam a realização desta escultura pelos artistas Agessandro, Atanodoro e Polidoro.

A data mais provável para a criação desta obra seria entre os anos de 40 e 20 a.C., para uma casa patrícia ou mais provavelmente para uma comissão imperial, tendo Augusto como mecenas - mesmo que Laocoonte não pareça do estilo neo-ático, que era típico daquele periodo. 


 Grupo Laocoonte, detalhe

Esta peça foi encontrada em Janeiro de 1506 no Colle Oppio, em um vinhedo de um tal de Felice de Fredis, nos arredores da Basílica de Santa Maria Maggiore, colina no centro de Roma perto da Domus Aurea de Nero. Muitos crêem que tenha pertencido ao grande imperador. Quando foi encontrada, faltava o braço direito (que só foi achado em 1900!), portanto era impossível dizer qual a posição deste membro.


O seu achamento foi de importância fundamental pois, junto com o Torso del Belvedere, deu inicio à coleção dos Museus Vaticanos, em 1506, pelo Papa Júlio II.

2 comentários:

  1. Obrigado pela página. No Museu de Belas Artes aqui no Rio tem uma cópia desta obra, e conta com o braço direito.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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