segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Projeto do Renascimento de Elisa Byington

”Entre o nome de Deus escrito sobre uma parede e sua figura em outra, não haveria dúvida sobre qual dos dois seria mais reverenciado”
Leonardo di ser Piero da Vinci


Torso del Belvedere, Museus Vaticanos, foto minha

Para iniciados e apaixonados pelo Renascimento, este "livrinho  de aparência tão inocente" de 81 páginas e 81 toneladas de precisações sobre este fundametal período da História italiana (e obviamente não só italiana), é um must


Quais foram as fontes da Roma Antiga utilizadas para este novo momento "de luzes" no qual se afirmava estar entrando? Quem foram os primeiros artistas a terem plena consciência da importância do movimento que estava por nascer? Como foi iniciar a falar "academicamente", de ética e estética neste período e, de novo, quem foram os pivots deste jogo?

A ideia de tempo que tínhamos tido até então, parece que muda radicalmente, com a percepção que "tinhamos sido uma coisa, nos transformado noutra", mas almejávamos ser uma outra ainda mais diferente e com um brio e vigor completamente novos.

Em 1415, Brunelleschi põe no papel quais eram as novas regras de perspectivas a serem seguidas: os espaços passam a ser uma variável totalmente submetida ao Homem, nova e indiscutível medida de todas as coisas. Mas Piero della Francesca também quer dizer a sua opinião sobre o que é perspectiva na pintura, e Leonardo adiciona importância de pintar, pensando no ponto de vista do observador final do que se está sendo pintado, chegando a comprometer a forma das figuras (anamorfosi), para que o resultado final seja perfeito, ideal. Não perca as "falsas cúpolas" da Igreja de Santo Ignazio em Roma, pertinho do Pantheon, na via del Seminario.


A Natureza é tudo, é o modelo a ser seguido à risca; mas a Roma Antiga que estão descobrindo pouco a pouco também - e  tudo isso se completa sem entrar em choque.

Mas a Natureza é perfeita e deve ser "copiada exatamente" como é, ou deve ser "melhorada" pela mão/olho/mente do Homem? Vamos seguir Zêuxis ou Praxíteles? Olhaí, a questão da importância da personalidade do artista nascendo, questão que nos acompanha muito intensamente até hoje!

Quem ensinou Michelangelo a desenhar (trocando em miúdos) e a desenvolver seu racíocinio que o levava a reverenciar o corpo humano como a maior manifestação da Graça Divina? Qual trabalho seu, que você acha que representa a maior prova disso?


E o grande Leonardo e seu savoir-fair no meio deste período efervescente? Era completamente diferente de tudo o que estava acontecendo e já era coisa demais!!! Qual era o seu caráter? Que ideias defendia? Vamos ver pelo menos o esboço (cartone) da "Vergine delle Rocce"(1495-1508, óleo sobre madeira, 189,5 cm × 120 cm, National Gallery,  Londres), a "Adoração dos Magos" (1481-1482, óleo sobre madeira, cm 243cm x 264cm,  Galleria degli Uffizi, Firenze), e a "Última cena" (1494-1498, afresco sobre gesso, 460cm × 880cm, o "Cenacolo Vinciano" está  no ex - refeitório do santuário de Santa Maria delle Grazie) deste artista (e reter as lágrimas nos olhos diante de tanta beleza)?


Nos meados do século XVI, quando o Renascimento se encontrava num momento maduro, quais eram as preocupações dos pintores, escultores e arquitetos? E essas três profissões, o quanto se entrelaçavam ou se repudiavam?


Como a secularização da cultura e a contra-reforma influenciaram as formas, cores e materiais que estavam saindo maravilhosamente das mãos dos maiores artistas que o mundo já viu? Quando foi que a mão do artista, e não o material com o qual se produzia uma obra de arte, iniciou a entrar no orçamento das comissões?


A linda estátua equestre do Marco Aurélio que vemos hoje no centro do Campidoglio, quando foi identificada como Marco Aurélio e nao mais como Constantino, fato este que a fez chegar inteira até nós!




O desenho pode não ser uma simples habilidade manual.
Em 1563 se pensa a uma Academia das Artes do Desenho para a Educação das artes como matéria científica, teórica e prática. O artista obtém a sua plena libertação das corporações, com todas as consequências disso.

Lembrem-se que em uma outra "aldeia", nao muito longe da Itália, a única preocupação era entender o céu para poder navegar à terras longínquas e acumular metais e pedras preciosas... e isso também trouxe as suas consequências.


Para saber o que foi o Renascimento, fica a sugestão com especial recomendação à artistas e estudantes de História da Arte de:




TÍTULO: O PROJETO DO RENASCIMENTO

ISBN: 9788537801420
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura
FORMATO: 12 x 18
PÁGINAS: 81
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2009
ANO DE EDIÇÃO: 2009
EDIÇÃO: 1ª
AUTOR: Elisa Byington,


Elisa Byington se formou em sociologia na PUC-Rio e em história da arte na Universidade de Roma - La Sapienza, onde se dedicou  ao estudo da obra de Giorgio Vasari, primeiro historiador do Renascimento italiano. Autora dos livros  Galleria Borghese - Os tesouros do cardeal (2000) e Palazzo Pamphilj (2001), colabora periodicamente com ensaios e artigos sobre arte clássica e contemporânea em revistas especializadas. Tem também dois mestrados - um em ciência política e outro em história da arte, além  de um doutorado feito em Roma nas Bibliotecas Hertziana, Piazza Venezia, Casanatense, Angelica e Piazza dell'Unità.

Mora na Italia desde 1986.

Palavras-chave: Vasari,Brunelleschi, Elisa Byington, Giorgio Vasari, Leonardo Da Vinci, Michelangelo, O PROJETO DO RENASCIMENTO, Renascimento, Humanismo, tomada de distancia das “trevas” da Idade Média,  imitaçao da natureza, ANATOMIA E PERSPECTIVA LINEAR,Andrea Pozzo, Piero della Francesca, imitar mas superar a natureza, Alberti,Filarete, matematica,diferenciaçao artesao - artista,O Homem Universal ,Zeuxis,Vitruvio, manierismo

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