domingo, 25 de setembro de 2016

Palácio Farnese

A maravilhosa Piazza Farnese hospeda o Palácio Farnese, obra-prima do solo do Renascimento romano, realizada por Antonio da Sangallo, o Jovem, Michelangelo, Vignola e Giacomo Della Porta. É maravilhoso passear por esta praça e ver os afrescos da Sala dei Fasti.


O majestoso edifício é dividido em três andares com portão enorme em arco de silhares almofadados. Passar por este portão nos transporta ao mundo antigo, pois naturalmente o projeto original foi inspirado pelas basílicas e enormes arcadas do Foro Romano, as colunas vêm das Termas de Caracalla; sensação impagável de viver o Renascimento e o mundo antigo, contemporâneamente.



A Scala d'Onore nos leva ao primeiro andar, com um 'meio andar' onde estão expostos alguns sarcófagos pagãos e esculturas de navios de guerra romanos. A escadaria é quase uma cordonata que indica a grandiosidade do salão onde logo chegaremos: o Salão de Hércules. 







São 18m de pé direito com a enorme cópia da escultura de Glykon, cujo original está no Museu Arqueológico de Nápoles (logo mais o post sobre este fantástico museu). Nas paredes temos tapetes com desenhos de Rafael com os temas “Incendio em Borgo” e o “Papa Leão I impede Átila de entrar em Roma” (com retrato do papa Paolo III). Duas gigantescas alegorias de Guglielmo Della Porta, a “Caridade” e a “Abundânçia” adornam ambos os lados da lareira, realizada em mármores policromáticos pelo Vignola. 

 

O ambiente de trabalho do atual embaixador francês é uma coisa impressionante: a decoração do teto (provavelmente realizada por Antonio da Sangallo, considerado o mais antigo do palácio) e os afrescos de Salviati se desenvolvem em várias alegorias secundárias que comemoram os fundadores da família Farnese são um exemplo perfeito do luxo e o glamour realizados com a mais fina mão de obra que vivia em Roma no século XVI.


O “Salão das Posses” foi afrescado somente no século XIX, mas em pleno estilo renascentista, com grotescas e paisagens de territórios de propriedades da Família Farnese.




O nosso percurso segue para o gabinete do cardeal Odoardo Farnese, sala chamada de “Camerino”, onde temos afrescos do século XVI com exaltações da personalidade deste personagem como “príncipe filósofo”.


O Salão Branco foi o primeiro apoio da Cristina da Suécia em Roma, após chegar em Roma, em 1655, após à conversão ao catolicismo.
Impressionante e também digno de nota pelo luxo dos afrescos é o Salão Vermelho, com mais um maravilhoso teto em madeira esculpida, realizado no século XVI.


A Galleria, última sala a ser visitada, é um inteiro museu e nos faz sentir como se estivéssimos nos Museus Vaticanos, em um dos corredores que leva à Capela Sistina. Afrescada pelos irmãos Carracci (com ajuda dos grandes Domenichino e Lanfranco) em pouco mais de dez anos, do ponto de vista estilístico, estes afrescos marcam o final do manierismo “cansado” de repetir a si mesmo e o início do Barroco. Os principais temas afrescados aqui são o “Triunfo do Amor Universal”, “Triunfo de Baco e Ariana” e “Polifemo e Galatea”.


O Palácio Farnese pode ser visitado com prévia reserva de seis meses de antecedência em italiano ou francês.

Site Oficial Palácio Farnese:
Endereço: Piazza Farnese, 67
Email: visite-farnese@inventerrome.com
Fax: 0039 0668601460
Reservas para visitas online: www.inventerrome.com
Telefone: 0039 06 68601

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Mitos e realidade sobre conhecer Roma

Não saberia bem dizer quando é que o Coliseu e o Vaticano ficaram famosos no mundo... imagino a partir dos anos '50-'60 com filmes americanos que foram feitos aqui e com as viagens internacionais que começaram a se tornar mais frequentes em ambientes de negócios ou de pessoas que podiam pagar este  tipo de viagem.

Interior do Coliseu, programão para a primeira visita à Roma

Sem dúvida, chegar em Roma sem saber nada (ou muito pouco) da sua história deve ter sido uma experiência muito impactante, em iguais proporções ao seu maior monumento: o Coliseu.

 Foro de Traiano

Este monumento antigo tem capacidade estimada para entre 50.000 e 75.000 pessoas e para um viajante dos anos '50-'60-'70 deve ter sido realmente uma impressão brutal que eventualmente fazia com que estas pessoas voltassem pra casa extremamente impressionados pelas dimensões "colossais" deste monumento.

Não confunda o Teatro Marcello com o Coliseu ;)

Se você pegar qualquer imagem na internet ou vir o mapa que está "pregado" no lado de fora do Foro Romano com a imagem da extensão do Império Romano do IV século, não pode não imaginar que se aqui era a capital deste império "mundial" que ditou regras, usos e costumes por 500 anos, famoso por construir edifícios gigantescos e aquedutos, não é matematicamente possível que tenha  somente o Coliseu para ser visto em Roma.

O Capitólio na antiga cidade de Óstia

O período imperial teve seu ápice com uma capital que contava um milhão de habitantes; de onde vinha o grão para alimentar todo este povo? O mármore para revestir e adornar todos os palácios e casas de senadores e nobres? Quantos templos deveriam existir para pedir clemência e proteção e agradecer aos deuses? Onde enterravam-se os mortos? Estas são algumas perguntas que são respondidas com vários sítios arqueológicos que hoje são visitáveis, mas a maioria é extremamente desconhecida pelo grande público que vem à Roma, que vê o Coliseu e acredita ter visto Roma.

O antigo e maravilhoso teatro de Óstia!

Com a queda do Império Romano, em 476 d.C., aconteceu o fenômeno do "encastelamento", formação de burgos, ascensão e afirmação da cultura bizantina  que durou até o famoso ano de 1453, a queda de Constantinópoli. Aí estão mais mil anos de construções, edificações de igrejas maravilhosas, torres, burgos, castelos e monastérios.


Com a descoberta do "Novo mundo", a nossa Roma já estava mais do que consolidada como "novo império" e recebe um novo impulso para reformar igrejas e construir novas, com o papa que abria estradas, construía hospitais (isso já desde à Alta Idade Média) e uma vasta nobreza e clero que moravam em palácios fantásticos, decorados luxuosamente.


 Monastério Beneditino "Santo Speco",  Subiaco

 Monastério Beneditino "Santo Speco",  Subiaco

Isso, para não falar do Renascimento tardio romano e do Barroco, iniciando pela primeira igreja jesuíta construída, a Igreja de Jesus, até à Fontana di Trevi, última obra monumental desta saga que tem 2800 anos e se chama Roma.

O Êxtase de Santa Teresa, na igreja de Santa Maria della Vittoria


Conhecer Roma como turista é saber reconhecer as fases principais desde à fundação da cidade no alto do Palatino no VIII antes de Cristo, passando pelo pelo Período Imperial (pois o Republicano nos deixou muito pouca coisa, por uma série de razões), Idade Média, Renascimento e Barroco, grosso modo, e para os mais audázes, visitar o bairro criado pelo Mussolini, a EUR.

Isso para não falar dos etruscos, que "ensinaram" aos romanos praticamente tudo o que nós apreciamos nos romanos!!!

Necrópole Etrusca de Cerveteri

 Eu, saindo de uma tumba na Necrópole Etrusca de Cerveteri

Tem gente que vem à Roma e vê o Coliseu e Vaticano e diz que conhece Roma; tem gente que volta 2, 3, 4, 5 vezes para conhecer Roma.

Para orçamentos de tours personalizados com guia privativa em português, preencha por favor o formulário nesta página: http://www.guiabrasileiraemroma.com.br/#!contato/c1lmm

domingo, 11 de setembro de 2016

Santa Maria in Cosmedin, a igreja da Bocca della Verità

A graciosa Santa Maria in Cosmedin, mais conhecida como Bocca della Verità, foi construída sobre um antiquíssimo templo, acusam as suas fundações, com blocos de tufo do rio Aniene. Sobre o templo tinha sido erguido um pequeno oratório, e sobre esta minúscula estrutura foi construída a igreja no ano de 782.

A igreja celebra a missa em ritual grego ficou conhecida como "Kosmidion" ("ornado") pela riqueza da sua decoração. No final do século XIX, a sua fachada que tinha sido adaptada à "moda barroca", foi restaurada e após à remoção dos elementos barrocos, voltou a ter a sua maravilhosa fachada medieval. Seu pórtico medieval com arcadas e prótiro é único na cidade de Roma.


 O campanário românico é do século XIII e possui sete andares de janelas bíforas e tríforas.
À direita da entrada, vemos um monumento do XIII século, dedicado ao camerlengo do papa Calisto II.



À esquerda, a ultrafamosa Bocca della Verità. Colocada aqui em idade moderna, criou-se uma lenda segundo a qual o marido ou esposa que inserissem a própria mão no seu interior, mas não fossem fiéis, teriam a mão cortada! Interessante a decoração medieval do portão de entrada, mão de obra românica do Vêneto, do século XI.



O interior é composto por três naves, dividida por colunas retiradas de monumentos antigos, que dão um charme especial à igreja. No alto da nave central, restos de afrescos dos séculos VIII - XII. 

Fantástico o círio pascal, o baldaquino gótico e o pavimento cosmatesco.


Um verdadeiro bombom para os olhos!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Restaurantinho "por quilo" em Trastevere

Há algum tempo abriu este restaurantinho que assemelha um brasileiro "por quilo" aqui em Trastevere. Demorei um pouco para fazer este post por que a gente nunca sabe se as lojas ou restaurantes vão ter uma vida longa por aqui. Mas o "Rosticchio" veio para ficar. 


Os restaurantes que eu mais gosto até este momento foram enumerados neste post aqui: Onze Restaurantes Top em Roma. O Rosticchio é para um "morde e fugge", para uma refeição rápida, no meio da sua exploração de Trastevere, quando você não quer comer de novo um sanduíche ou pedaço de pizza. Aqui comemos "comida de verdade", dos risotti, massas, carnes, peixe, verduras, à antipasti típicos, como um bom arancino, ou supplì. Lasagna (muitas vezes têm a opção da lasagna vegetariana), melanzane a parmigiana,  gnocchi - você se serve como num "quilo", mas a qualidade é de restaurante.



Nesta foto aqui em cima você os famoso supplì e à direita uma "pizza rustica", que é uma massa  tipo folhada com recheio de verduras - nestas "pizzas", normalmente não tem carne. Em geral há muitas opções vegetarianas!

Nesta zona têm muitos escritórios... e quando a mamma não fez lanchinho, onde é que você come igualzinho à sua casa?  Comer em restaurante todos os dias é uma despesa muito cara, então eles comem aqui mesmo, no Rosticchio! A maior parte das pessoas que come aqui é italiana; a maior parte dos estrangeiros passa e acha a proposta do restaurante muito estranha; olham desconfiados e não entram. Mas não sabem o que perdem!


Como a cozinha é boa demais, "não sobra nada no final do dia",  diz Alessandro, o cozinheiro e proprietário. Então é tudo sempre fresco!

Aconselho chegar cedo, antes das 13h, pois é a hora da pausa dos escritórios e você pode encontrar fila.



Restaurante tipo "quilo", Rosticchio, comida boa e rápida em Trastevere
Via di San Cosimato 12,
Aberto das 10 às 23h - fecha aos domingos

domingo, 28 de agosto de 2016

Dez razões para ver e se apaixonar por Palermo

Se uma cidade é tão fascinante quanto a sua bagagem cultural, prepare-se para ver Palermo, cidade que nasceu sobre uma terra extremamente fértil, em uma ilha maravilhosamente mediterrânea, onde povos arcaicos caminharam desde o terceiro milênio antes de Cristo; cultivaram esta terra, pensaram, escreveram, fizeram amor, fizeram a guerra, construíram e destruíram muralhas e palácios.

Palermo é o resultado de mais de 4 mil anos da presença humana neste território que faz com que esta cidade seja um dos cantos mais fascinantes desta terra. Palermo, como toda a Sicília, se apresenta hoje à nós como cidade grega, onde após à dominação romana (254 a.C.-491 d.C.), o próprio cônsul era obrigada a deixar o latim de lado para interagir com o governo local.

Além da forte presença grega, Palermo vai ter outras influências sob os domínios bizantino, árabe, normando, svevo, angioino e espanhol, até chegarem os austríacos e os Bourbons.

E o que nós podemos ver do resultado desta imensa e maravilhosa história?

 Primeira parada: vamos começar das belezas naturais, miha escolha é o Etna, que com seus minerais deu à essa terra a fertilidade necessária para que este povo incrível inventasse as mais deliciosas receitas que um cardápio poderia sonhar!

Comemorar meu aniversário no alto deste vulcão maravilhoso e potente foi o que desejei no ano de 2015. E aqui estou em, em Novembro, subindo o vulcão. Foi uma grande emoção, um desejo realizado de cujas memórias levarei sempre comigo!

Segunda parada: correndo, à Capela Palatina!
Localiza-se no primeiro andar do Palácio Real, entre os pátios Maqueda e o pátio da Fonte.
Apesar das suas dimensões não se distacarem por serem enormes (32m de comprimento), a planta basilical em cruz latina funciona em maneira perfeita, com a planta em cruz grega do batistério.

Aí o lance é olhar para o alto, para ver os maravilhosos mosaicos bizantinos que com seu fantástico equilíbrio de cores e luzes que têm a clara intenção de nos envolver em um clima fortemente místico. O plano iconografico da cúpola glorifica o Cristo Pantocrator, ou Cristo Onipotente e no arco do triunfo, vemos uma maravilhosa Anunciação com o Anjo Gabriel à esquerda e Maria à direita.



Nos arcos do transepto, temos profetas, santos e santas, e cenas da vida de Cristo. Segue aqui embaixo a "Entrada em Jerusalém", da parede do lado Sul.


 Na nave central, temos o Antigo Testamento, com temas que vão da "Criação" à "Luta de Jacó com o Anjo".


Agora, isso tudo sem falar da loucura que é o teto árabe da Capela Palatina que rompe com a tradição cristã e permanecerá uma  mistura ú-ni-ca no Mediterrâneo!


Terceira parada: pertinho do Palácio Real, não podemos perder o Duomo de Palermo, qualquer coisa como um escândalo de construção típica palermitana: na Baixa Idade Média tinha uma basílica cristã, que foi transformada pelos árabes numa mesquita, mas que no período normando foi transformada de novo em uma igreja, consagrada antes de ser terminada em 1185.



Durante o século XIV a construção sofreu influências do gótico catalão (portões, arcos e nervuras); e  aí está: à geometria pura dos normandos foram adicionados os luxuosos detalhes do gótico florido.

No século XVIII, o nosso velho conhecido de obras em Roma (Santa Maria Maior e Sant'Apollinare), Ferdinando Fuga, mudou a planta da igreja em uma cruz latina e adicionou a cúpola.
Igreja, mesquita, normandos, igreja e cúpola... ficamos sem palavras! 

Quarta parada: então, já que estamos perto do Duomo de Palermo, não dá para não entrar na Capela de São Cataldo, cuja arquitetura nos atrai como um imã para dentro das suas paredes (Patrimônio UNESCO desde 2015 - "Itinerario Arabo-Normanno di Palermo, Cefalù e Monreale"!

Construída em 1154, possui arquitetura con claras características islâmicas com 3 cúpolas vermelhas que fazem um maravilhoso contraste com as rochas arenárias claras, veja isso!

Foto de palermodintorni.blogspot.it
 

O interior exprime a sua beleza através da sobriedade normanda: nenhum afresco, somente um crucifixo pendurado sobre o altar; este é feito em mármore e decorado com o Agnus Dei no centro e os símbolos dos evangelistas nos quatro ânegulos de uma cruz imaginária; o jogo de arcos que sustentam as cúpolas, representação do céu.


Lateral do Duomo de Monreale

Quinta parada: ver o pátio e o Duomo de Monreale, pérola da arquitetura normanda com mosaicos bizantinos e pórtico barroco, é um jeito de estar no coração de Palermo e das suas misturas culturais.


A lenda nos conta que a catedral foi erguida após um sonho de Guilherme II da Sicília, da família Altavilla, onde a Virgem lhe contava que tinha um tesouro sobre o local onde ele estava dormindo, embaixo de uma árvore de alfarroba. Ela pedia a ele desenterrar o tesouro e construir um templo em sua homenagem. O rei mandou cavar e de fato encontrou moedas de ouro e iniciou a magnífica construção.



Difícil um pátio tão lindo quanto este: as colunas de mármore são todas decoradas, uma diferente da outra, com pasta de vidro colorida. Os capitéis são uma raridade e, neste tema, os mais lindos que vi na vida: esculpidos com flores, frutas ou passanges da bíblia ("capitéis historiados").


E o que dizer do interior do Duomo?! Simplesmente não há palavras para descrever tanta beleza. A nave central conta estórias do Antigo e Novo Testamento. As cenas que mais me marcaram foram a multiplicação dos pães e a hemorroíssa, uma cena do Novo Testamento que gosto muito e que raramente vi representada em igrejas.

Sexta parada: bom, quem acompanha o blog sabe que estudei Arte Plásticas na Alemanha, e exatamente por essa razão vim parar na Itália, isto é, pelo amor que os alemães têm por este país. Como não visitar o Jardim Botânico onde Goethe fez questão de vir na sua viagem à Itália em 1787, para procurar a sua Urpflanze?! Eu não sou louca nem, nada, e lá fomos nós.

Entramos como loucos atrás da grande Figueira da Austrália, Ficus macrophylla, símbolo do Jardim Botânico de Palermo. É realmente um esplendor de árvore, importado das Ilhas Norfolk em 1845. 



A história do Jardim Botânico é curiosa, pois a intenção da sua criação era de cultivar plantas medicinais para a saúde pública!


O "Aquarium", grande bacia para as plantas aquáticas foi inaugurada em 1798.


A estufa "Maria Carolina", construída em 1823. Desde 1923 o Jardim Botânico faz parte da do Departamento de Botânica da Universidade de Palermo.

Sétima parada: Igreja de Santo Agostinho.
Maravilhosa fachada da época normanda-sveva-angioina com rosácea e brasões da importante família Chiaramonte e Sclafani. O choque é entrar nesta igreja e se deparar com capelas barrocas e túmulos renascentistas.


Interessante a reforma feita durante o século XVII pelo Serpotta, que foi  inseriu lesenas entre as capelas e realizou esculturas das virtudes franciscanas: a Fé, Humildade, Mansidão, Modéstia, Verdade, Justiça, Teologia, Caridade. No seu interior, um lindo São Jorge de Antonello Gagini (1526).
Curiosidade: em dialeto siciliano "serpe" significa lagartixa, e foi com uma lagartixa que o artista afirmou a sua autoria na segunda alegoria à direita.


Na praçinha na frente desta igreja comemos fantásticas focaccie na Antica Focacceria San Francesco: ambiente romanticamente conservado dos anos '50, ótimos preços e prato feito com amor. Aqui passaram nossos ídolos sicilianos, os juízes Falcone e Borsellino.

Oitava parada: San Domenico, flores para o juiz brutalmente assassinado. Quando fiz meu primeiro curso de italiano, na noite dos tempos, aprendi o ABC da cultura contemporânea italiana, isto é, aprendi a idolatrar Giovanni Falcone e Paolo Borsellino. Nesta minha última ida à Palermo, não pude deixar de fazer uma pequena homenagem a este grande personagem palermitano!

Na Capela de San Giuseppe, um fantástico barroco palermitano!





Aqui a dica é dupla, pois além da beleza da igreja com a fachada barroca, estamos praticamente atrás do famoso mercado da Vucciria, atrás da Piazza Garraffello, onde compra-se peixe e comem-se sanduíches feitos na hora.

Nona parada: Monte Pellegrino. Se você for das caminhadas e trekkings, pode subir o Monte Pellegrino (definido por Goethe como o "monte mais lindo do mundo") e ir visitar a "Santuzza", ou Santa Rosalia, lugar de culto mais importante de Palermo. Ar puro e vegetação mediterrânea, fantástica vista sobre a baía. A subida pode ser feita do lado da Addaura, onde encontraram pinturas pré-históricas em cavernas!


Décima parada: Gênio de Palermo. Essa é uma pegadinha! Não é um "monumento" em um lugar específico; vão ter vários, mas não muitos, dos Gênios de Palermo durante as tuas caminhadas. São exatamente seis as figuras que representam esta estranha figura com coroa e serpente que parece morder o peito da figura masculina.

Ela representa a alma de Palermo, o protetor da cidade, figura sem dúvida ligada a antigos cultos pagãos que nunca foram completamente apagados!
Tentamos delinear o seu significado, mas o fato é que ela permanece um mistério entre os tantos da cidade!


Para excursões com guia em português, por favor preencha aqui http://www.guiabrasileiraemroma.com.br/#!contato/c1lmm.

Mais sobre a Sicília: SiracusaCatânia, Palermo, Trapani, Ginostra (ilhas Eólias) , Museu Arqueológico de Siracusa e  Culinária na Sicília, uma introdução