domingo, 21 de dezembro de 2014

Natal e Reveillon 2015 em Roma

Neste ano vou sugerir coisas bem tranquilas para fazer, sempre no centro de Roma. Eu compraria uma garrafa de prosecco para tomar depois do jantar, na Piazza del Popolo,  iria para uma das pontes (a "minha" é a Ponte Mazzini) ou, como terceira opção, iria à colinha Gianicolo, no alto de Trastevere.

Seguem endereços de restaurantes que farão um jantar de véspera de Natal e jantar de Reveillon para o ano de 2015 - nesse ano as sugestões 2 de 3 são vegetarianas! Seja qual for a tua escolha, aconselha-se reservar. As tarifas abaixo chegam a ser a metade das normais tratorias, pois os menús não contém nem carne, nem peixe (e nem gordura, diga-se de passagem!) :P

Aproveito para dizer que as liquidações de inverno em Roma começarão dia 03 de Janeiro de e vão até  dia 14 de Fevereiro de 2015!

O interior do Arancia Blu


MENÚ DA VÉSPERA DE NATAL
(será possível também jantar à la carte)

Aperitivos

Quiche com chalotas e Roquefort
Puntarella* com molho de nozes e raspou Piave Vecchio
Salada de espinafre, peras, nozes e Brie

Primo (pasta)

Ravioli recheado com creme de parmesão com pesto de crescione (agrião) e tupinambor crocante
Creme de alho-poró e sopa de batata com alcachofras fritas e óleo de menta

Segundo

Parmigiana de alcachofra com crosta de parmesão e pesto de hortelã
Almôndegas de brócolis pesto vermelho

Sobremesa

Bolo mousse de chocolate amargo com molho de laranja amarga

*  o que é Puntarella, veja post http://guiaderoma.blogspot.de/2011/11/inverno-chegando-uma-verdura-diferente.html

Brownie vegano de Giulia, a Antropóloga (imagem ilustrativa)

MENÚ VÉSPERA DE ANO NOVO

Aperitivos

Tortinha de Cardi (planta da família das alcachofras) com fondue clássico
Pudim de lentilhas Castelluccio (a melhor do mundo!!!) com pesto de aipo
Quiche com brócolis, cebolinha e azeitonas pretas

Primo (pasta)

Ravioli recheado com batata e alho-poró coberto com trufa branca, manteiga com sal e Castelmagno (queijo meio magro da região do Piemonte de origem controlada, DOC)
Creme de aspargos, wafers parmesão e brotos de rabanete rosa

Segundos (originalmente carne, mas este restaurante é vegetariano)

Batatas, Porcini e Blu d'Alpe (queijo dos Alpes) com molho de espinafre com tomilho
Ravioli frito recheado com alcachofras pecorino e molho de hortelã

Sobremesa

Milfohas de panettone macio com zabaglione Gianduia e Moscato d'Asti

Arancia Blu - vegetariano e vegano
Via Cesare Beccaria 3 (a 100 m da Porta del Popolo, Piazza del Popolo ou estação de metrô Flamínio)
Horários: 12:00h Almoço; 19:00h Aperitivo; 20:00 Jantar; 00:00 Fecho
Tel (+39) 06 3610801
Tel (+39) 06 4454105
Cel (+39) 349 1215180
E-Mail: info@ristorantearanciabluroma.com

Salada com tomate, rúcola e pera (imagem ilustrativa)

Uma outra alternativa é dos lados de Via Veneto, é o buffet de Reveillon, de cozinha vegetariana mediterrânea a €3,40 por quilo do

OPS
Via Bergamo, 56 Roma, 00198
+39 (06) 8411769
terça à dimingo das 10.30 às 23.30; segundas até às 15.30

Quem quiser grandes jantares, festa e discoteca num lugar sugestivo, aconselho há alguns anos o Castello de Ponte Milvio, que não fica no centro, mas que também não é longe... naturalmente o menú do jantar é com bastante peixe e frutos do mar, além do famoso codequim (com interiores de porco bem temperadas com noz moscada, sal, pimenta e cravo) e lentilha de Castelluccio

Festa de Réveillon 2013-2014: Castelo de Ponte Milvio

Endereço: Via di Casal di Tor di Quinto, 1
Infos e Pré-vendas: 339.4642099 - 392.4566163
Ceia às 20.30h: € 130
Buffet com mesa às 21.00h: € 120
Buffet às 21.00: € 70
Disco: Ingresso a partir das 23.00: € 55
Disco: Ingresso  a partir das 00.30: € 40

Para quem quiser um jantar mais tradicional, em um lugar tradicional, é muito fácil: basta escolher um hotel  5 estrelas, como o Hassler, por exemplo, e seu restaurante Imago, para reservar seu lugar na festa. Fica também a dica dos restaurantes que aconselho, os quais não estarão todos abertos, sobretudo na véspera de Natal!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Uma paixão chamada Assis

"(...) Louvai e bendizei a meu Senhor, e dai-lhe graças
e servi-o com grande humildade…"
São Franciso de Assis, Cântico das Criaturas, São Damião, 1224.

Existem vários bate-e-volta que eu aconselho a partir de Roma e sem dúvida Assis é um deles. 

Sair de Roma cedinho para chegar lá pelas 10h da manhã em Assis é uma verdadeira experiência inesquecível, daquelas que só quem já fez pode entender e aconselhar.

A atmosfera da beleza discreta e pungente da Umbria já começa a ser sentida depois de quase uma hora de percurso, após a bifurcação da cidadezinha de Orte: o terreno começa a se encrespar em colinas que se transformam em montanhas, alternados por grandes vales, até chegarmos ao Monte Subásio, que faz parte dos Apeninos e é onde se encontra Assis

Tem alguma coisa inexplicável no ar que já nos traz tranquilidade, antes mesmo de subirmos os ~ 400m de altitude que nos leva à praça que será a nossa entrada à cidade, com a Basílica de Santa Clara, realizada em 1257. 

Aqui descemos e iniciamos o nosso dia em Assis.

Linda fachada da Basílica de Santa Clara

A primeira coisa que captura o nosso olhar é a beleza da alternância das faixas de cores branca e rosa da fachada, com pedras umbras, e, naturalmente o gótico italiano, e mais precisamente franciscano, com linhas simples e austeras, que tentam imitar na forma o que os famosos santos
desta cidade pregaram.

Antes de entrar, observe que maravilha de rosácea filtra a luz da basílica, composta por uma dupla circunferência de colunas torsas (que significam força e estabilidade), além do portão com os leõezinhos e as coluninhas fininhas que nos convidam a entrar. 

Rosácea, Basílica de Santa Clara, Assis

No interior destra igreja, vemos entre outras coisas o famoso crucifixo de São Damião na Capela do Crucifixo, que "disse" a São Francisco a famosa frase "Vai, Francisco e reconstrói a minha igreja, que como você vê, está em ruínas." Nesta capela existem algumas relíquias dos dois santos (Francisco e Clara).

Em seguida vemos a Capela do Sacramento, onde podemos apreciar alguns afrescos da escola de Giotto, com o ciclo: Deposição, Descida ao sepulcro, Ressureição, São Jorge, Natividade de Cristo e a Adoração dos Magos.
Os espólios de Santa Clara se encontram na cripta, na parte inferior do altar.

Depois de ter visto o interior da basílica, a nossa guia nos introduz ao fantástico mundo de São Francisco e Santa Clara, numa eloquente tentativa de nos transportar no tempo, mais precisamente no início do século XII, que foi o período em que os santos viveram aqui.

Nós, ouvindo a guia na frente da Basílica de Santa Clara,

com vista para um grande vale.

De lá, partimos em direção à grande Basílica Superior, mas, como aqui na Itália não pode ser diferente, nos esperam tantas supresas no caminho.

Paramos, por exemplo, na Praça da Chiesa Nuova para ver a casa dos pais de São Francisco, onde o santo viveu até os 24 anos e onde ficou preso depois de vender tecidos para reconstruir a igreja de São Damião.

A guia nos indica a cela onde o Santo ficou preso!

Lugar da prisão de São Franciso

Quando saímos, estamos a poucos metros da Praça del Comune, o antigo centro da cidade, com o Palácio del Capitano del Popolo (literalmente "do Capitão do Povo), sede da Podestà (sede do governo da Alta Idade Média) que hoje é a Sede Internacional dos Estudos Franciscanos.

Piazza del Comune

Piazza del Comune em direção à Basílica Superior, 
com a direita o Templo de Minerva, do séc. I d.C. 
e a Torre del Popolo (a Torre do Povo), séc. XIII 

Como toda colônia romana que se preze (a antiga Asisum foi conquistada pelos romanos no ano de 399 a.C.), temos um pequeno museu arqueológico, assim, pequeno, no meio do caminho...

Centro-histórico de Assis

Enfim chegamos na Basílica Superior de São Francisco, que no tempo do santo era o lugar onde matavam os condenados à morte, que foi onde o santo escolheu para ser enterrado.

A Basílica Superior de São Francisco

O programa completo "Lugares Franciscanos! também leva você à Basílica de Santa Maria dos Anjos, São Daniel e a gruta onde santo viveu.

Depois de ir à Assis, você nunca mais será o mesmo, palavra de honra - confira a recensão do grupo da Lílian no Trip Advisor!
Para orçamentos, escreva um email para patcarmobaltazar@gmail.com.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Chiara Cola: arte digital poliédrica em seda... e em outros materiais!

Chiara Cola é uma artista digital italiana que trabalha desde 2007 com impressão sobre seda, vídeos e design de acessórios:  seu trabalho é extremamente versátil e por isso pode ser aplicado à diversas disciplinas, valorizando cenografias, interiores, figurinos para teatro ou dança, até uma tenda de acampamento foi desenhada por Chiara, em um projeto especial para a famosa "FieldCandy" em 2014 (que eu acho maravilhosa!).


A tenda "Chadi", que significa "abraço" em grego,
montada no Parco degli Acqueodotti, Appia Antica - foto de Melissa McClaren

A famosa figurinista  italiana Milena Canonero (nominada 8 vezes para o Oscar, e vencedora, entre outras vezes com o filme "Maria Antonieta", da Sofia Coppola) selecionou Chiara para colaborar em dois filmes: "The Grand Budapest Hotel", de Wes Anderson, para o qual realizou a pesquisa de cores e criação de padrões de textura para os figurinos de Tilda Swinton e "Last" Summer de Leonardo Guerra Seragnoli, com roteiro de Banana Yoshimoto, para os figurinos da atriz Rinko Kikuchi.


Foto © Ben Cook 2014 http://bencook.com/about

Foto © Ben Cook 2014 http://bencook.com/about

Chiara já colaborou para um projeto de dança contemporanea, onde seu trabalho enriqueceu o movimento dos corpos durante a coreografia através de seus figurinos com estampas digitais do evento "NU: S sobre moda e arquitetura paramétrica", organizado pelo Double Studio no Chiostro del Bramante em Roma.


Foto © Simona Santelli 2013

Foto © Simona Santelli 2013

Seu trabalho foi exposto na  A.I.Gallery um projeto em colaboração com a "Artisanal Intelligence" e "AltaRoma" em Roma e em Milão, com A.I.Remove no White Trade  Show em janeiro e fevereiro de 2013.


Chiara na montando a exposição no Progetto Esthia, foto © Simona Santelli 2012

Exposição apresentada no Progetto Esthia, , foto © Simona Santelli 2012

Em julho de 2013, Chiara foi selecionada para o workshop "Despir o corpo mítico" com o cenenógrafo e figurinista britânico David Curtis-Ring no festival PSA, em Pergine Spettacolo Aperto, em Pergine, Itália.

Desde julho de 2014 Chiara colabora  como estrategista do mercado europeu  para o "Women for Action", uma organização norte-americana que produz conteúdo na internet  cujo objetivo é  promover a produção intelectual feminina e defender as mulheres ao redor do mundo.
Seu trabalho foi exposto em galerias de Itália, Reino Unido e EUA.


Chiara Cola

Algumas perguntas e respostas de Chiara sobre o seu trabalho.

Naturalmente gostaríamos de saber de onde vem toda essa inspiração para a maravilhosa produção de imagens. 
O ponto de partida é sempre uma ideia. Há anos investigo a vida secreta de lugares imaginários, amores secretos, vidas secretas de animais.
Eu diria que há sempre uma referência muito forte da natureza para as formas e cores, mas também da arquitetura.
Os universos de referência estética e cromática também se referem às imagens da minha infância, eu cresci na década de 80: séries de TV americana japoneses de mangá e vídeos musicais ... estes dois componentes são as fontes que alimentam todas as outras inspirações.

Chiara produz vídeos com histórias que inventa; me pergunto se as imagens dos seus lenços nascem já pensadas para serem "produtos", ou se são um produto secundário de uma produção mais ligada à sua narrativa poética. 
Tenho muitos projetos, todos registrados como patentes, criados independentemente do produto final, onde a tenda "Chadi" foi uma excessão por ser um projeto encomendado; neste caso pode acontecer ao contrário: imagens criadas para um projeto realizado sob comissão podem se transformar em impressões em tela de vídeo etc.

Com um uiverso criativo tão plástico, com quem ou com qual aplicação você gostaria de trabalhar?
Ah, existe um nome com o qual sonho trabalhar: o diretor Martin Scorsese. Seus filmes me influenciaram muito desde a infância, acho que são profundamente e educativos... adoraria colaborar para um filme de Tim Burton, em colaboração com a figurinista que trabalha sempre com ele, a Colleen Atwood.
Gostaria muito também de partecipar de um projeto para uma ópera.

E quais seriam outras possíveis aplicações ainda não realizadas do seu trabalho?
Duas outras aplicações que eu tenho pensado há algum tempo e que acho que poderiam ser aplicações maravilhosas são as seguintes: a primeira na arquitetura de interiores (sofás, cortinas, tapetes, papel de parede, etc.) e a segunda seria a realização de mosaicos para revestimento de piscinas. Eu acho que o cenário subaquático seria perfeito para alguns de meus desenhos que muitas vezes evocam paisagens marinhas. Se houver solicitações, eu estou pronta para iniciar !!!

Gostaria de dizer que a minha viagem ao Brasil em 2006 foi um grande impulso para continuar a minha ousadia artística e felicidade !!!

Mais sobre Chiara Cola:
Site: http://www.chiaracola.com/
Facebook: https://www.facebook.com/chiara.cola?fref=ts

A tenda assinada (somente 50 unidades!) pode ser comprada no site da empresa que a produz:
http://www.fieldcandy.com/news/article/64

Foto © Simona Santelli 2013

Para fechar o post, gostaria de dizer que Chiara Cola, como todos os artistas italianos, crescem literalmente no meio de uma herança cultural infinita e que gerou os maiores gênios do mundo ocidental. Chiara, em especial, nasceu e cresceu em Palestrina antes de ir estudar na universidade em Roma.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Igreja de Jesus

Igreja de Jesus

Senhor Jesus Cristo
ensina-nos a ser generosos,

a serví-lo como o Senhor merece,

a dar sem contar;

a combater sem temer as feridas,
a trabalhar sem nos cansarmos,
a dar sem esperar recompensas,
assim como cumprir a Tua vontade

Reza do século XVI atribuida a Santo Inácio

Fachada da Igreja de Jesus, de Giacomo Della Porta

Entre a famosa Piazza Venezia e a área sagrada do Teatro Argentina, onde no final dos anos '40 foi descoberto o complexo de templos republicanos, não podemos não ver a enorme Igreja de Jesus (Chiesa del Gesù), na Praça do Jesus (Piazza del Gesù).

Além da importância do ponto de vista artístico e arquitetônico, esta igreja é muito importante do ponto de vista histórico, pois foi a primeira igreja jesuíta construída após a aprovação da ordem jesuíta pelo Papa Paolo III, em 1540.

O lugar da construção da igreja é ligada à pequena igreja da “Santa Mara della Strada” (ou Santa Maria da Rua), que foi doada aos jesuítas, quando eles ainda não tinham um lugar de culto para receber seus fiéis. Com o projeto da nova e majestosa igreja, a pequena Santa Maria della Strada foi englobada no novo projeto e hoje é a última capela à esquerda, quando entramos na igreja.

A imagem do afresco da antiga igreja Santa Maria della Strada

O projeto da igreja foi pensado, inicialmente por Nanni di Baccio Bigio e posteriormente pelo grande Michelangelo, mas foi realizada somente em 1568 com o financiamento do Cardeal Alessandro Farnese, com o projeto do Vignola.

A fachada da igreja é de Giacomo Della Porta (o mesmo arquiteto que, entre outras coisas, finalizou a cúpola de São Pedro após a morte de Michelangelo) – curioso como aqui “ganhou” o projeto de Della Porta sobre o Alessi e sobre o Vignola, pois estes dois projetos foram considerados muito “simples” (“e caros”!) pelo Cardeal Farnese.

A cúpola também foi modificada e realizada por Della Porta, que a transformou num octágono (muito de moda no Renascimento pela simbologia ligada à ressurreição); Baciccia também foi responsável pela decoração do seu interior.

O interior da cúpola da Igreja de Jesus

A belíssima “Circuncisão” do altar foi pintada pelo romano Alessandro Capalti em 1842. Do centro da nave central, aproveite para observar como a entrada de luz da contra-fachada ilumina o monograma de bronze “IHS” (Jesus Nosso Salvador) e é acentuado pela luminosidade que Capalti deu na sua pintura: veja como a exaltação do nome de Jesus foi realizada por estes grandes artistas: a entrada da luz (Deus, Jeovah, o 'inominável') ilumina o momento da circuncisão de seu filho, Jesus. 

Nave central da Igreja de Jesus

Deste modo, todo o volume do corpo desta igreja, da entrada ao altar, é embebido da luz, simbolizando a luz divina que nos acompanha no início da nossa vida, no meio e no fim.

Altar com a cricuncisão

Altar com monograma de Jesus e "Adoração do cordeiro Místico"

Na ábside, temos mais uma obra-prima do Baciccia, a “Adoração do cordeiro místico” (final de 1979).

O edifício foi consagrado 1584.

Esta igreja influenciou a história da arquitetura romana por mais de um século e passou a ser o modelo para todas as igrejas jesuítas européias, pois refletia perfeitamente as exigências funcionais da liturgia e a austeridade impostas pelo Conselho de Trento, que sugeria um ambiente amplo para receber os fiéis e que concentrasse a atenção no altar maior e no púlpito.

O teto abobadado foi decorado em 1679 pelo grande G.B. Gaulli, conhecido por Baciccia (considerado o herdeiro da pintura barroca de Pietro da Cortona) e representa o Triunfo do nome de Jesus, com a fantástica perspectiva que se eleva além do teto, com colunas, anjos e... atenção à perfeita continuidade entre escultura (das janelas laterais, anjos e figuras femininas) e afresco, minuciosamente planejados por Baciccia. Aliás, as figuras de gesso foram realizadas pelo grande aluno de Bernini, o Ercole Antonio Raggi, que entendeu perfeitamente a intenção do Gaulli através do seu desenho, ajudado por Leonardo Reti.

Explêndido afresco do Baciccia

Detalhe da mágica transição dos afrescos para as
figuras em gesso do Raggi

A primeira capela à direita é dedicada a Santo Andrea e foi decorada por Agostino Ciampelli. Nas paredes, temos o “Martírio de Santo Estevão” e o “Martirio de São Lourenço”. No teto, a “Glória da Virgem com os Santos mártires”. No altar, o “Martírio de Santo Andrea”.

O Martírio de Santo Estevão, considerado um protomártir da Igreja

A segunda capela à direita, a capela da “Paixão”, é decorada por mármores e figuras de gesso; na parede da esquerda, temos a “Viagem ao calvário” e na parede da direita, “Crucifixão”; no teto, “Anjos que elevam a Cruz e os instrumentos da Paixão”.

Na terceira capela, temos a sepultura de personagens importantes da Companhia de Jesus. As paredes são ricamente revestidas de mármores e aqui encontramos também quatro fragmentos de mármore das Termas de Tito, os festões de flores e frutas sobre os quais foram posteriormente aplicados rostos de querubins.
Quanto à pintura desta capela, temos o famoso pintor manierista Federico Zuccari (que trabalhou também no Palácio Farnese, Vaticano e Caprarola): a tela do altar com “O arcângelo São Miguel e os anjos adorando a Santíssima Trindade”; nas paredes, “Os anjos libertam as almas do purgatório” e “Caça aos anjos rebeldes” e no teto a “Coroação de Maria”, com ao redor uma linda decoração de uvas e romãs.

Caça aos anjos rebeldes, de Federico Zuccari

A capela de São Francisco Savério (companheiro de Inácio de Loyola), fica depois da entrada à direita para a Sacristia. Esta capela é um trabalho maduro de Pietro da Cortona. A tela do altar, a “Morte do Santo” é uma obra de Carlo Maratta, del 1679. Os afrescos de Carlone do teto representam à esquerda a perda e o achamento do crucifixo de Savério e no alto da parede da direita, 'Franciso Savério batisa uma princesa indiana".

Afresco de Carlone: "Francisco Savério batisa uma princesa indiana"

A pequena capela do Sagrado Coração, dedicada a São Francisco de Assis, foi realizada por Valeriano e decorada com eventos da vida do santo. Os afrescos foram realizados por Giuseppe Penitz e Paul Brill. A “Morte de São Francisco”, de Penitz (logo à entrada à esquerda) é uma excelente pintura holandesa da primeira metade do século XVII. O teto abobadado foi afrescado por Baldassare Croce.

Um pouco da arquitetura da pequena capela do Sagrado Coração, 
dentro da Igreja de Jesus

À esquerda do altar temos a capela que foi originariamente a pequena igreja “Madonna della Strada” que abrigava os fiéis antes da contrução desta igreja e que por isso se chama Capella della Madonna della Strada – Capela da Virgem da Rua; foi realizada e decorada por Giuseppe Valeriani, entre 1542 e 1596. A imagem da Virgem é um afresco do século XV da escola romana.

No transepto esquerdo esta a capela com os espólios do Santo Inácio de Loyola, realizada por Andrea Pozzo. A estátua do santo com os anjos de Pierre Legros, originalmente de prata e derretidas durante a ocupação napoleônica (1798), foram refeitas em gesso e recobertas com folhas de prata. Esta estátua fica atrás da tela com o santo e Cristo.

Santo Inácio de Loyola, trabalho de Andrea Pozzo

A terceira capela à esquerda é dedicada à Santíssima Trindade e a maior parte da decoração foi realizada por Durante Alberti e é rica de mármores e gessos. O teto representa a “Criação”; à esquerda temos a “Transfiguração” e à direita, o “Batismo de Jesus” (este último afresco é do Salimbeni).

Na segunda capela à esquerda podemos admirar algumas obras-primas do Pomarancio (Niccolò Circignani): o afresco do teto abobadado representa a “Glória dos céus e o mistério da Conceição”, “A anunciação aos Pastores” e o “Massacre dos Inocentes”; Os penachos têm representações de profetas.

A primeira capela da esquerda também tem alguns afrescos do Pomarancio: “Pentecostes”, no teto abobadado, o “Martírio de São Pedro” e o “Martírio de São Paulo”, além das quatro virtudes cardeais. A tela do altar é de Andrea Pozzo, infelizmente retocada no século XIX, quando foram adicionados as figuras de três mártires jesuitas no Japão, por Pietro Gagliardi.

Se você sair da igreja em direção à Praça Argentina pelo Corso Vittorio Emmanuele II, vai passar por uma pequena ruinha que se chama Via dell'Arco dei Ginnasi; se você entrar, olhe só as maravilhosas colunas que vai encontrar, englobadas nos edifícios modernos:

Via dell'Arco dei Ginnasi: Em Roma as surpresas nunca acabam!

Planta baixa da Igreja do Jesus 
para facilitar a visitação da igreja com a descrição acima


Igreja de Jesus - Chiesa del Gesù
A igreja é aberta das 7,00 às 12,30 e das 16,00 às 19,45
Horário aconselhado para visitá-la: das 16,30 às 19,00

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Via Appia Antiga

"Todos os caminhos levam a Roma"

A famosa Via Appia já foi chamada assim, com esta expressão moderníssima em 1850, por Luigi Canina, responsável pelas “Antiguidades de Roma” do governo pontifício dessa época.

Adoro fazer picnics com as amigas e explorar a Via Appia!

A construção desta estrada foi iniciada no ano de 312 a.C, por ordem do censor Appio Claudio Ceco. No ano de 268 a.C., a sua extensão chegava a Benevento (277km de Roma) e em 191 a.C., a Brindisi (520 km de Roma), onde existia o porto através do qual se comerciava com a Grécia e com o oriente.

Basalto da Appia, foto de Danilo Antonini

O início desta estrada é uma viagem no tempo, pois nos leva ao período dos reis (753 a.C. - 509 a.C.): a tradição diz que aqui existia um bosque sagrado onde Numa Pompilio pedia conselhos à Ninfa Egéria a respeito das leis sagradas de Roma, e, mais para frente, durante o período republicano (509 a.C – 44 a.C.), os sacerdotes do culto da Magna Mater lavavam a estátua da deusa no antigo rio Almone, que passava por aqui.

Nós percorreremos a Via Appia a partir da Porta Sebastiana, onde tem o “Museu delle Mura”, em direção ao sul, às colinas albanesas (região dos lagos), para mencionar alguns dos monumentos que chegaram até nós através de mais de dois mil anos de história. Vamos lá!


Adoro vir aqui passear com amigos! Foto de Luca

Não se espante com a quantidade de monumentos funerários que encontraremos no nosso caminho, pois uma das antigas leis romanas, as doze tábuas (ano 450 a.C.), proibía a construção de sepulturas no interior dos muros de proteção da cidade (que coincidia quase 100% com o limite sagrado da cidade, que se chama “pomério”). Appio Claudio foi o primeiro que desejou ter a sua sepultura na “sua” estrada, e com isso lançou uma moda entre as famílias abastadas. A coisa divertida é que os monumentos funerários eram de tamanha beleza, que muitos nobres daquele tempo sentiaram-se inspirados a construir grandes mansões perto deles.

Monumentos sobre a Appia Antica, linda foto de Luana Bungaro

Tumba de Geta
No número 41 da Via Appia Antica (lado esquerdo com as costas para os muros aurelianos) existe o monumento funerário de Geta, filho do imperador Setímio Severo. A construção original era realizada em calcestruzzo (o cemento romano cuja “receita” ainda hoje não foi desvendada) e era composta por uma base quadrada sobre a qual se apoiavam diversos andares com superfícies que diminuiam a medida que se elevavam. Naturalmente esta estrutura era completamente revestida de travertino (o mármore branco aqui do Lácio).

A contrução que encontramos hoje aqui é muito curiosa, pois além de ter sido completamente desnudada do revestimento marmóreo, no topo desta espécie de estrutura piramidal encontra- se uma estrutura com caráter de habitação, construída nos primeiros anos do século XVI.

Infelizmente este monumento só pode ser observado do exterior, pois ele ainda é propriedade privada; este fato não constitui uma exceção que dificulta o trabalho do Ministério dos Bens Culturais de Roma.

Igreja "Domini, quo vadis?" (“Senhor, para onde vais?”) ou Santa Maria in Palmis
A bifurcação com a Via Ardeatina, é um lugar importante, pois diz a lenda que neste lugar Pedro encontrou Cristo quando estava indo embora de Roma para fugir às perseguições aos cristãos do período do Imperador Nero (~68 d.C.). Exatamente neste ponto, Pedro teria perguntado a Cristo: “Senhor, para onde vais?”; e Cristo respondeu “Vou à Roma, para ser crucificado pela segunda vez”. Quando Pedro ouviu esta resposta, envergonhou- se de estar fugindo da morte na cruz, retornou à Roma, e de fato, foi crucificado no Circo do Nero – e como bem sabemos, de cabeça para baixo!

A igreja de Domini Quo Vadis, na Appia Antica


A denominação da igreja “in Palmis” ou “do Passo” se refere à uma tradição medieval de venerar uma pedra com duas impressões de pés que se encontra nesta igreja, que acredita-se serem dos pés de Jesus.

As impressões dos pés de Jesus, dentro da igreja Quo Vadis

Seguindo pela Via della Caffarella, passa-se por longos muros para chegar à uma outra propriedade privada com uma casinha colonial e com o chamado
Templo do deus Redícolo , dedicado à divindade que fez com que Aníbal retrocedesse com seu exército (XXX ano). Na verdade trata-se do Monumento funerário de Annia Regilla, esposa de Heródes Ático (século II d.C.). Esta é uma construção de beleza singela, onde notamos duas tonalidades diferentes de tijolos que compõem a base retangular com tímpano.

Monumento funerário de Annia Regilla

Retornando à nossa Appia Antica, nos aproximamos das famosas
Catacumbas de San Callisto (São Calixto).

Picnic na |Appia Antica: AMO essa rua!!!

Vale a pena relembrar a origem da palavra catacumba, que vem do grego “kata´”, “nas” e “kymbas”, “cavidade”.

Iniciadas no II séc. d.C., estas catacumbas foram construídas em terrenos doados por famílias abastadas que tinham se convertido ao cristianismo, de modo que os adeptos desta nova religião pudessem ser enterrados, pois o novo conceito de morte previa uma cela para o defunto, que não era mais cremado, como no culto pagão, pois a morte era vista como um sono onde a alma acordava sucessivamente para o Juízo Final, e em seguida, para a vida eterna.
Aqui foram enterrados 16 papas e mais de 50 mártires nas galerias subterrâneas, que chegam a ter uma extensão de quase 20km nos 15 hectares de terreno!

Santa Cecília também foi enterrada nestas catacumbas, mas as suas relíquias foram levadas para dentro dos muros aurelianos no ano de 821, pelo papa Pasqual I, e se encontram hoje na Basílica de Santa Cecília, em Trastevere. É interessante o afresco do IX século, com a santa que reza, um busto do Cristo e papa mártire São Urbano.

De maneira geral, os afrescos das catacumbas, apresentam-se como uma interessantíssima iconografia da passagem do culto pagão ao cristianismo; eu, particularmente, adoro todo o tipo de representação deste período: desde os afrescos, passando pelas diferentes inscrições sobre o defunto, os símbolos das corporações a qual ele pertencia, os desenhos de cestos de pães, até os “rabiscos” do bom pastor sobre mármore; a escrita “ICTUS”, que significa “peixe” em grego e cujas iniciais estão para: “Jesus Cristo, filho de Deus, salvador” - acho tudo isso emocionante demais! Aliás, é aqui mesmo que se acredita que foi pintado o afresco mais antigo com a representação do bom pastor e de figuras que rezam, os “oranti”, do final do século II, início do III século.

O próximo monumento importante que encontramos é a
Basílica de São Sebastião, para onde acredita-se que foram trazidos os restos mortais dos santos Pedro e Paulo durante as perseguições do ano de 258. Após o Edito de Constantino de 313, isto é, o documento através do qual os cristãos obtinham finalmente liberdade de culto, as relíquias dos dois santos votaram ao lugar onde eles tinham sido enterrados logo após o martírio, e nestes dois lugares foram contruídas as grandes basílicas de São Pedro e São Paulo Fora dos Muros.
A fachada desta basílica como a vemos hoje é o resultado da modernização feita pelo cardeal Scipione Borghese entre os anos de 1608 – 1613, iniciada pelo arquiteto Flamínio Ponzio e finalizada peor Giovanni Vasanzio.

Aqui mesmo, temos acesso à entrada das
Catacumbas de São Sebastião, um dos poucos cemitérios cristãos que ficaram abertos desde o seu início ininterruptamente, o que infelizmente contribuiu para a sua deterioração.
Podemos ver alguns afrescos e as eventuais sepulturas temporâneas dos apóstolos Pedro e Paulo.

Villa de Massêncio, foto de Christina Heger

Continuamos o nosso caminho e, a mais ou menos 150m do lado esquerdo, mais precisamente no nº153, temos a
Mansão (Villa) de Maxêncio, grande complexo arqueológico composto pelo Mausoléu de Rômulo, Circo de Maxêncio e o Palácio Imperial, cuja maior parte ainda deve ser escavado.
Quanto ao Circo, 513m x 90m, podemos dizer que é um dos exemplares deste tipo de construção que chegou até nós em “excelente” estado: da arquitetura podemos ver algumas torres e os “estábulos”, estrutura de onde partiam as carroças para a competição. A spina, estrutura que dividia o circo longitudinalmente, era decorada com esculturas, edículas e com o obelisco que hoje vemos na Praça Navona (transportado pelo grande Lorenzo Bernini para adornar a famosíssima Fonte dos Quatro Rios).
A capacidade deste circo era de 10.000 pessoas, e infelizmente da arquibancada não sobrou muita coisa.
Passamos por um quadripórtico, que serve de entrada ao Mausoléu de Rômulo, estrutura realizada para o filho de Maxêncio, morto prematuramente, e que depois serviu também para outros membros da família imperial. Esta curiosa estrutura de forma redonda tem 33m de diâmetro e originalmente possuia nichos ao longo do seu perímetro e era coberta por uma cúpula com olho central.

Saímos deste curioso e rico complexo arqueológico para encontrar a 200m, do mesmo lado, a famosíssima
Tumba de Cecilia Metella, um verdadeiro emblema da Via Appia Antica! Este mausoléu realizado aproximadamente no ano de 50a.C. foi contruído sobre uma base quadrada e revestida de placas de mármores travertino, sobre a qual se eleva um corpo cilíndrico de 29,5m de diâmetro e 11m de altura.
Uma grande lápide de mármore no exterior da construção nos informa a quem foi dedicada esta construção: Cecilia, filha de Metello Crético (que conquistou a ilha de Creta) e esposa de Crasso, general de Júlio César na Gália.

Os “merlos” medievais foram inseridos pelos Caetani, família que ocupou o monumento durante o século XIV, transformando-o em forte e castelo. Muitos elementos marmóreos que foram encontrados durante as escavações da Via Appia foram recolhidos e se encontram no interior deste monumento, que é um curioso museu, pois é utilizado pelo Ministério dos Bens Culturais assim como chegou até nós: sem teto.
Interessante as janelas bíforas (veja exemplo abaixo) da única parede que ainda está de pé, da Alta Idade Média, a cela sepulcral no interior do cilindro, que é considerado uma das construções mais antigas com o uso de tijolos!

Cecilia Metella, com os dois pares de janelas bíforas

Na frente da Tumba de Cecilia Metella, temos as paredes perimetrais da antiga igreja gótica de São Nicola em Capo di Bove, uma das raras testemunhas deste período em Roma.

Igreja de São Nicola, na frente de Cecilia Metella

A 300m deste monumento à direita, tem uma lojinha onde fazem excelentes sanduíches, para matar a fome se a longa caminhada tiver aberto o seu apetite!

Depois do lanche, estamos prontos para entrar no chamado V milho*  e ver monumentos do final do período republicano misturados com outros do auge do império, todos de personagens desconhecidos (ou meno de pouca relevância histórica); alguns monumentos possuem retratos e inscrições sobre os defuntos.
À esquerda notaremos uma estrutura monumental em forma de pirâmide e à direita túmulos atribuídos aos Horácios e Curiácios, no trecho conhecido como Cluiliae, onde teria acontecido a luta mítica entre representantes das cidades rivais de Roma e Alba Longa, depois da qual Roma assumiu definitivamente a supremacia da Liga Latina.

Nós, pobres mortais, continuamos a caminhar sobre os milenares paralelepípedos de silício sem ter acesso a inúmeros outros monumentos que ainda se encontram em propriedades particulares, atrás de muros altos que impedem a contemplação do viajante.

Vamos finalizar daqui a 400m a nossa longa visita à rua mais antiga e linda do mundo ocidental tendo à esquerda a Villa deiQuintilli: a maior, mais rica e bonita mansão (villa) dos arredores de Roma, que pertenceu aos irmãos Quintilli e que desde o século XIV nos presenteia com inúmeras obras de arte durante as escavações. Os refinados irmãos tinham morado na Ásia Menor e, quando retornaram à Roma, trouxeram inúmeras obras de arte, com as quais adornavam a majestosa mansão. A inveja do imperador Cômodo fez com que ele os condenasse e confiscasse os seus bens, passando a ser o dono da esplêndida villa!
Durante a alta idade média a mansão foi englobada num ninfeo, que é o que vemos do lado da Appia Antica. Este sítio arqueológico pode ser explorado em um outro dia. Para mais informações leia o post: Villadei Quintilli.


Este é um dos passeios mais especiais de Roma, pois uma das maiores expressões do gênio romano foram os aquedutos e as famosas estradas, as “vie consolari”, que permitiam com que os homens se deslocassem por longas distâncias via terra, o que até então acontecia somente por viagens de navios através de rios ou mares. A enorme rede de estradas romanas deu origem ao famoso ditado "todas os caminhos levam à Roma". 

Aperitivo antigo!

* O "milho" é uma medida de distâncias antigas e que varia entre 1 e 2 metros, dependendo do período histórico. A palavra miglio vem da expressão latina  milia passuum, que era equivalente a mille passus, isto é, mil passos, que correspondia a 1,48m na antiguidade.

Villa di Massenzio
Via Appia Antica, 153, 00179 Roma
Horário de abertura:
Ter-Dom: 10.00-16.00h
24 e 31 Dezembro 10.00-14.00h.
A bilheteria fecha uma hora antes do fecho.
Dias de fecho:
Segundas-feiras, 25 Dezembro, 1° Janeiro, 1° Maio

Cecilia Metella
Horário de abertura:
Ter-Dom: 09.00-16.00h
24 e 31 Dezembro 10.00-14.00h.
A bilheteria fecha uma hora antes do fecho.
Dias de fecho:
Segundas-feiras, 25 Dezembro, 1° Janeiro, 1° Maio

- do último domingo de outubro a 15 de fevereiro: última entrada às 15.30h e fecho às 16.30h;
de 16 de fevereiro ao dia 15 de março: última entrada às 16.00 e fecho às 17.00;
de 16 de março ao último sabado de março: última entrada às 16.30 e fecho às 17.30;
do último domingo de março ao 31 agosto: última entrada às 18.15 e fecho às 19.15;
dal 1° settembre al 30 settembre: última entrada às 18.00 e fecho às 19.00;
dal 1° outubro ao último sabado de outobre: última entrada às 17.30 e fecho às 18.30.

Tickets:  
Ticket combinado para três monumentos,  válido por 7 dias para 3 sítios arqueológicos: Termas de Caracalla, Villa dei Quintili, Mausoleo di Cecilia Metella.
Inteiro:€ 6,00 e Meio: € 3,00 para cidadãos da União Européia entre os 18 e os 25 anos e docentes da União Européia .  
Gratuito: visitantes menores de 18.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Hotel Columbus - onde ser recebido como um papa

O arquiteto que desenhou a estrutura da Capela Sistina foi o grande Baccio Pontelli, por ordem do papa Sisto IV Della Rovere. Este mesmo grande personagem do século XV projetou para Domenico Della Rovere (sobrinho de Sisto IV e Cardeal de São Clemente) uma estrutura majestosa para receber em Roma nobres e reis da Europa que estava nascendo, e que foi afrescada por alunos do Bernardino di Betto Betti, mais conhecido como Pinturicchio


No início dos anos '40, a Ordem Equestre do SantoSepulcro comprou o edifício e uma parte desta maravilhosa estrutura da Renascença se transformou nos anos '50 no Hotel Columbus, um 4 estrelas muito especial por que se trata de uma estrutura museal, onde adoro jantar, ou simplesmente tomar um café durante o dia.

Este hotel, que é um brinco das opções de estadia em Roma, oferece um café da manhã continental, feito com ingredientes de primeira qualidade, razão pela qual dizemos que “come-se muito bem em Roma”.
Durante os meses de primavera e verão, o café da manhã é servido numa sala com afrescos nas paredes e no teto; fazer refeições neste salão, é um verdadeiro privilégio.

O hotel conta com um staff dedicado e atencioso, sempre pronto a ajudar os clientes nas suas solicitações.

Sala do café da manhã na primavera e verão

Uma das suas grandes vantagens do Hotel Columbus é ter um grande chef “dentro de casa”. O salão térreo com afrescos se transforma em restaurante de noite, onde podemos degustar as criações do chef do restaurante “La Veranda”, onde a escolha dos ingredientes é realizada segundo critérios DOP (marca italiana "de origem protegida", isto é, excelentes pela forma através da qual são produzidos, pois seguem regras rígidas de produção estabelecidas pelo governo). 

Afrescos nas paredes e no teto nos fazem sentir especiais como um papa!

O rica criatividade do chef, se mostra seja nos pratos de peixe que de carne, além de desenhar um menú que muda de acordo com as estações. 

Afrescos e decoração do hotel são maravilhosos!

Às quintas-feiras, o hotel organiza o "Santo Aperitivo", com especialidades do chef adaptados à pequenas entradas, além de oferecer miniaturas das criações dos pratos de carne.

Uma coisa que faz com que este hotel tenha mais de 5 estrelas de simpatia, é o fato de aceitar cães pequenos e médios!

O Hotel Columbus é ideal para quem deseja tornar a sua lua-de-mel num conto de fadas, mas também é ideal para famílias ou simplesmente grupos de amigos bons vivants, que desejem passar dias inesquecíveis na cidade eterna.

Corredor do Hotel Columbus: simplicidade e classe 

Banheiro de quarto de casal

Vista de uma janela de quarto de casal: acordar olhando a cúpola de Michelangelo

Vista para o maravilhoso pátio interno

Adoro estas escrivaninhas antigas para escrever cartões postais depois de um dia de passeio!

Posso também trabalhar no lobby, pois tem WIFI gratuito - e que ambiente!

O salão da lareira, onde pode-se organizar convenhos e apresentações 

Um lobby no segundo andar. Ambiente tranquilo para responder a emails urgentes

Vista para a colina do Gianícolo

O pátio interno e mais um precioso ângulo com vista para a cúpola de Michelângelo,


O Hotel Columbus, oferece também um estacionamento gratuito para os hóspedes, coisa rara na cidade de Roma entre os 4 e 5 estrelas; se o estacionamento estiver cheio, logo ali do lado tem o grande estacionamento do “Gianicolo”, com preços excelentes e segurança para deixar o seu carro alugado, a 3 minutos a pé de distância.

A propósito de distâncias: aqui estamos a 3 minutos da Basílica de São Pedro, 15 minutos da entrada dos Museus Vaticanos e 15 minutos do centro histórico ou do delicioso bairro de Trastevere.


A entrada pela rua Borgo Santo Spirito

Aqui também é possível organizar congressos e reuniões em diferentes salas para diferentes exigências, com capacidades entre 20 e 150 pessoas.

A "Sala Salviati", uma das salas onde se podem realizar conferências ou convenhos

Uma vez aqui instalados, vai ser difícil ir embora!



Hotel Columbus
Site: Hotel Columbus - reservas podem ser feitas diretamente no site oficial - leitores do blog têm direito a descontos com a inserção do código especial COLH43 diretamente no site do Hotel Columbus.

A direção do hotel aconselha a reservar entre 30 e 90 dias de antecedência.

Endereço: Via della Conciliazione, 33 - 00193 Roma 
Tel. 06.6865435 
Fax 06.6864874 
email para reservas: info@hotelcolumbus.net

Restaurante "La Veranda" - para jantares, leitores deste blog também têm direito a um desconto
Site: La Veranda

Endereço: Borgo S.Spirito, 73
Tel. 06.6872973 - 346.0092021
email: info@laveranda.net 

Horário de abertura:
Almoço das 12:30h às 15h
Jantar das 19:30h às 23h

Dia do fecho: segunda-feira.